28/01/2017

Tirem os padrões às crianças! E aos professores! E aos pais!

O sistema escolar do nosso país não foi feito para crianças. Nem para professores. Foi idealizado por políticos barrigudos que nada percebem nem de crianças nem tampouco da profissão de professor e educador. 

Em vários países chamam-lhe Kindergaarten (Jardim Infantil). No Brasil chamam-lhe Jardim Escola. Cá chamam-lhe Pré-Escolar! Em tempos chamaram Jardim de Infância, mas algum ignóbil de fato e gravata achou melhor alterar. Provavelmente para nos meter nos padrões europeus de qualquer coisa. 
O teu filho de 3 anos está no pré-escolar! Quando devia era estar no Jardim Escola. Até aos 7 anos de preferência. E não era menos inteligente, por aprender a ler quando chegasse a altura dele. Era sim mais feliz porque brincou até o corpo e o cérebro pedirem momentos alargados de concentração em cima de livros. 

Os nossos filhos são avaliados por um método que apenas quer saber se ele corresponde ao padrão! E o que é o padrão? Quem criou o padrão? Ninguém sabe o que raio é o padrão! Nem quando foi inventado. E quanto mais evoluímos, mais o padrão mata crianças e estrangula professores e angustia pais! 

Os adultos quando são crescidos são jornalistas, advogados, artistas, médicos. São-no porque têm gostos diferentes. Dons diferentes. Apetências diferentes. Têm até ritmos de raciocínio, de pensamento diferentes. E ninguém está a dizer que um médico é maior ou menor que um advogado ou um artista. 

Uma criança, na sua fase mais criativa, na fase mais importante de aprendizagem e de descoberta, de pujança de sentidos, não tem direito a isso. Tem o dever de pertencer a um padrão. E se a criança não estiver no padrão, temos de nos preocupar. Porque não faz igual aos outros! Está fora do ritmo! Do que é esperado dela. E o professor encostado a uma parede com a faca das metas, dos objectivos, dos currículos ao pescoço, sem conseguir chegar com o braço às crianças. 

- A criança já devia andar! 
- A criança já devia contar! 
- A criança já devia ler! 
- A criança já devia................. 

Eu não quero que os meus filhos e os meus alunos façam igual aos outros! Eu quero que eles se descubram. Que eu os descubra. Que os professores deles os descubram. Eu quero que eles descubram o Mundo. Eu quero que eles explorem o espaço e o Mundo à sua volta e que os adultos respeitem o tempo deles. E o problema é que quem quer respeitar o ritmo de uma criança não pode! Porque estamos todos dentro de um sistema que não permite. 

Porque não chamam ao pré-escolar Jardim Escola? E porque não chamar  pré-escolar a um novo patamar antes da escola. Com 5 anos a criança passaria  para o pré-escolar e ali ficaria até aos 7 anos! A fazer descobertas incríveis. A fazer ciência, jardinagem, construções. A trepar paredes e árvores. A aprender contas com as poças de água e as pedras do parque e a aprender letras deitada em almofadas. Enquanto ouve lenga-lengas e sonha com elas. A descobrir quais os seus dons. A observar os dons dos amigos. A absorver Mundo para dentro de si e a deixar Mundo no coração dos outros. 

E depois disto, sentaríamos as crianças na sala de aula. Dar-se-iam as aulas no quadro, fazer-se-iam fichas nos manuais. Mas sempre que uma pergunta surgisse, sempre que algo acontecesse, sempre que o Mundo exigisse (o Mundo de uma criança) o professor pararia! Escutaria! Responderia! Com tempo, com vontade, sem pressa. Felicitaria as descobertas e os sucessos! Encorajaria a superação. Motivaria! Gritaria de alegria! Daria murros na mesa, mas de emoção! 

Enquanto não pararmos de apontar o dedo às dificuldades, enquanto não pararmos para aplaudir os sucessos (os grandes e os minúsculos), enquanto decidirmos quem passa de ano ou quem devia ficar só através de uma data de nascimento, ou de uma suposta adequação (ou ausência dela) a um padrão, enquanto tentarmos encaixar as crianças como peças de puzzle dentro do padrão de um sistema retrógrado, imbecil e altamente desmotivador, vamos continuar a ter crianças frustradas, infelizes, desmotivadas, pais angustiados, desesperados e cansados e professores exaustos e desmotivados. 

Só que eu não sei como fazer isto! E tenho muita pena de já não o poder fazer a tempo dos meus filhos. 

27/01/2017

Pára! Escuta! Olha!

Todas as 6ªs feiras levo os meus 25 pequenos-seres-humanos a lanchar com um grupo de enormes-seres-humanos. 

Achei que o convívio daquelas pequenas criaturas em desenvolvimento com as outras grandes criaturas na recta final de um longo caminho ia ser saudável. Educativo. Rico em aprendizagem e partilha. 

Achei que crianças que já não têm avós velhinhas de bengala deviam conviver com avós velhinhos de bengala que vivem longe dos netos. 

Só que andei frustrada durante umas semanas. Porque naquelas mesas, entre chávenas de leite e pão com manteiga a riqueza estava apenas na luz que entrava pela  janela. Via avós cansados com olhar vazio e crianças enérgicas que não se identificavam com aquelas almas cheias de experiência mas com pouca energia. 

Via as crianças conversarem entre si, com os disparates próprios da idade e avós que sorriam por cortesia e ralhavam comigo quando ralhava com eles. 

- Deixe estar menina! São crianças. Não se arrelie. 

Mas arreliei-me! Não com as crianças. Mas comigo mesma. Mas como pude eu pensar que sentar crianças de 5 anos a lanchar com idosos ia ser uma experiência enriquecedora? Fui demasiado romântica! Foi como pegar  nos frascos de tinta, pousá-los ao pé de um quadro e ficar à espera que, por magia, a obra de arte nascesse. 

Resolvi sentar-me e reflectir. Eu nunca lhes tinha explicado o que era uma pessoa idosa. Eu nunca sequer lhes expliquei para que serve uma pessoa idosa. Achei do alto da minha presunção que bastava sentar uma criança à frente de um idoso e que algo de bonito aconteceria. 

E então pensei! E pensei e expliquei. Expliquei que um idoso é uma pessoa maravilhosa cheia de histórias para contar. Expliquei que um idoso já foi criança como eles. Expliquei que ser criança na altura daquele idoso, não era como ser criança como eles. Expliquei que um idoso já sorriu, já chorou, já dançou, já trabalhou, já festejou, já sofreu. Trabalhou a vida inteira, teve filhos e netos. Lutou pela sua família e pelos seus ideais. Provavelmente já foi à guerra ou até lavou roupa num tanque. Criou filhos seus e, quem sabe, de outras pessoas. Expliquei que alguns ouviam mal porque já tinham ouvido tantas coisas pela vida fora. Expliquei que alguns viam mal por já terem visto tantas coisas pela vida fora. Expliquei também que alguns até já andavam mal por estarem cansados ou por terem trabalhado tanto. 

Pedi-lhes que olhassem para eles com o coração! Que lhes fizessem perguntas. Que os escutassem. Que lhes dessem o respeito de quem já viveu mais do que eles alguma vez viverão nos próximos 30 anos. 

De repente os olhos deles começaram a brilhar. De repente perceberam o tesouro que tinham à sua espera, na mesa, para partilharem uma caneca de leite e um pão com manteiga. [E tinham tão mais que isto para partilhar!]

Entraram entusiasmados. Saltitaram até às mesas. Nos seus olhos via-se a curiosidade que sentiam no coração. 
Pela primeira vez vi aquela sala cheia de sorrisos. Vi idosos a falar como nunca. Vi conversas longas. De perguntas e de respostas. De histórias do antigamente e de pequenas cabeças a magicar como teria sido ir para a escola a pé, sem os pais e ir a seguir trabalhar no campo. Falava-se de aldeias, de molhar o pão na sardinha, de brincar com 9 irmãos e de jogar à bola com vizinhos. Dos nomes dos irmãos, dos filhos e dos netos. 

Vi corações velhinhos e corações pequeninos a baterem ao mesmo ritmo. E eu fiquei ali... A olhar e a sorrir. E a pensar que a magia não acontece porque a imaginamos. É preciso parar, escutar e olhar! Muitas vezes olhar com o coração. E empurrar a magia para o ar! 

(O meu voltou cheio para casa!) 

26/01/2017

Faz, não faz... Pensa, não pensa...

Aquilo que esperamos dos outros, os outros não têm culpa! 

A maior parte da expectativa que temos em relação ao próximo tem a ver com as nossas experiências passadas. Não necessariamente más. Mas uma espécie de trouxa de uma mixórdia de sentimentos que fomos enfiando lá para dentro depois das experiências que tivemos no passado. 

Noto isso em todo o tipo de relações que estabelecemos na nossa vida. Mas se virmos as amorosas, é ainda mais gritante. Tanto do nosso lado em relação aos outros, como do lado dos outros em relação a nós. 

Reunimos todas as experiências boas e más e desenhamos milimetricamente a pessoa que esperamos que esteja do outro lado. Não deixando sequer espaço para o benefício da dúvida. 

Se no nosso passado houve alguém que adorava ver o pôr-do-sol e isso nos agradava, esperamos que o outro adore ir ver o pôr-do-sol também. 

Mas se no nosso passado houve alguém que ressonava de noite e isso nos enervava profundamente, então esperamos que o outro não só adore ir ver o pôr-do-sol, como também não ressone. 

Não damos espaço ao outro de mostrar que tem qualidades e defeitos diferentes que podemos gostar e detestar em novo. 

Mas pior ainda, é o outro sentir o mesmo em relação a nós. Porque é muito mais enervante. Que culpa temos nós que alguma tipa no passado tenha tido tiques estranhos que deixavam o homem possuído. 

O mesmo acontece em relação aos erros que vamos comentendo. Enfiamos na cabeça que não podemos voltar a fazer determinadas coisas. E isso parecia-me óbvio até há pouco tempo. Agora parece-me só parvo. Porque o que funciona com uns não funciona com outros. E aquilo que foi um erro com uma pessoa pode vir a ser a fórmula certa com outra. 

No fundo passamos a vida em tentativas erro. Passamos a vida a questionar e a por tudo em causa. Passamos a vida a medir os nossos passos, a medir as consequências. Se calhar, com tanto cuidado, com tanta preocupação e com tanta expectativa, esquecemo-nos de viver. 

Já sei! Agora vou aprender a ser espontânea. Se calhar daqui a uns tempos já acho isto tudo ridículo outra vez! 

[ou então vou só tomar os comprimidos!]


25/01/2017

Os desarranjos intestinais estão pela hora da morte!!!

O meu filho hoje teve uma descarga intestinal! 
Antes de ir para casa, passei no supermercado e na farmácia. 
8€! Mais de 8€ foi quanto paguei pelo remédio que o miúdo precisava! 
Cheguei ao rapaz do talho e pedi dois peitos de frango. (Tudo corrido a dieta que não estava para fazer dois jantares diferentes...) 5€! Paguei mais de 5€ por dois peitos de frango!... Mas eram peitos de uma galinha que foi à Colômbia por silicone? Os peitos vêm acondicionados num soutien da Victoria Secret??? Não!... Eram apenas dois peitos de um franganote qualquer que nem teve tempo de sair da adolescência. 
E assim gastei praticamente 14€. Numa diarreia. 

Acho melhor servir-lhe o pozinho num copo de balão com pé alto e tirar o serviço de cerimónia para o jantar. 

Borrar as cuecas está pela hora da morte! 

24/01/2017

Na lancheira da minha filha

Não é fácil dar a volta à imaginação de forma a mandar lanches nutritivos, saudáveis e apelativos todos os dias!



Tenho de mandar dois lanches por dia, cinco dias por semana! E juro que isso me ocupa uma parte do meu tempo útil para não me tornar repetitiva. 

Esta semana fiz uma óptima descoberta graças à Nestlé! O novo Iogolino com sabor a framboesa! Não são só os bebés que gostam de variar os sabores! Os nossos pequenos estudantes também precisam de inovar e, de preferência, de forma saudável. À fruta e ao pão integral com fiambre, esta semana também juntei um Iogolino de framboesa. A parte boa é que, além de nutritivo e de não ter glúten, é que tem uma embalagem especial que é selada hermeticamente e que não precisa de frio. Fazendo o Iogolino perfeito para as lancheiras do colégio que ficam o dia todo fora do frigorífico. E esta minha bebé que já não é bebé nenhuma, foi deliciada para o colégio com o seu novo lanche da manhã.



23/01/2017

Acabou-se!!! Não estou 'pra isto!

Quero o mês de Junho de volta! 
Quero o pôr-do-sol depois do jantar! 
Quero os espirros bem longe! 
Quero o frio pelas costas. 
Quero a casa sempre arrumada. 
A roupa toda lavada. 
Quero os filhos sem TPC's! 
Quero o depósito sempre cheio. 
A conta sempre folgada. 
Quero comer sem engordar!
A despensa sempre cheia. 
Filmes bons na televisão. 
Viajar uma vez por mês. 
Nunca ficar com cieiro. 
Não ter menstruação. 
Nem pelos para cortar. 
Quero as pessoas sempre a rir. 
Andar de carro sem trânsito. 
As musicas preferidas na rádio. 

Assim de repente... acho que não precisava de mais nada! 

Para já! 

22/01/2017

Isto vai de bom a melhor!

Sempre quis ser mãe. Sempre quis ter filhos. Mas imaginava-me sempre com bebés à volta. Cheios de chupetas, carrinhos, folhinhos e água de colónia cheirosa. Com toucas de renda e sapatinhos. Muito ao estilo dos livros da Anita que eram os meus preferidos. 

Mal sabia eu que o melhor era a seguir! 

Quanto mais crescem mais eu gosto! Quanto mais se desprendem das minhas asas, sem saírem debaixo delas, mais eu gosto! 

Gosto da companhia que me fazem, das conversas que temos, das ideias que já não são minhas mas deles. Adoro as pequenas grandes pessoas em que se estão a transformar. Adoro que opinem, adoro que me peçam opinião, adoro que a deles seja diferente da minha. Que a saibam defender e por vezes até fazer-me ver que eles é que estão certos. 

Adoro que eu já não faça programas para eles mas que façamos programas juntos. Que façamos planos juntos. Que sonhemos juntos. 

E mesmo não tendo planeado esta realidade de fins-de-semana divididos, por melhor que me saibam os fins-de-semana de solteira, sabem-me cada vez melhor os fins-de-semana com eles. E tenho cada vez mais vontade de descobrir coisas novas com eles porque estas idades já se prestam a novas aventuras em conjunto. 

Sempre quis bebés à minha volta e mal sabia eu que o melhor estava a seguir!!! 



20/01/2017

Quero conhecer o pai do amigo do meu filho!

- Mãe, podia fazer um vídeo meu e mandar para a Rádio Comercial? 
- Para quê? 
- Para eu ficar famoso e ter hotel à borla para irmos passar férias! [este miúdo cansa-me os neurónios!!!]
- E quem te disse que os famosos têm hotéis à borla? 
- O pai de um amigo meu é famoso e tem! 
- O que faz o pai do teu amigo? 
- Trabalha na área musical. [ele acabou de dizer isto??] 
- Como se chama? 
- Não tenho a certeza... Mas acho que é Seu Jorge! 

19/01/2017

Os momentos em que sentes falta de um marido!

Quando está um frio do catorze e tu gostavas de dizer:
- Xuxuzinhoooooo!!!! Não te apetecia ir passear o cão a seguir ao jantar? 

Quando está um frio do catano e te apetecia dizer:
- Gôdoooooooo!!!!! Não queres ir tu levar o lixo lá abaixo? 

Quando está um frio que dói e te apatecia dizer:
- Tituxoooooooo!!!!! Esqueci-me de comprar pão e já tenho as crianças de pijama e está um frio do caraças e não consigo sair de casa sem comer pão, não te importavas de trazer pão quando viesses?

Quando está um frio de morte e te apetecia dizer:
- Kiduxinho da sua gôdaaaaaa!!!! Não te apetecia que eu enfiasse os meus pés glacialmente gelados no meio das tuas pernas apetecivelmente mornas, para que eu possa me aquecer nos teus 36ºC corporais? 

Quando está um frio dos cornos e te apetecia dizer:
- Daniel Alexandre da sua kiduxaaaaaa!!!!!! Não te apetecia possuir-me selvaticamente por forma a aumentar o meu calor corporal e conseguir adormecer sem bater o dente, esconder as mãos debaixo da sovaqueira e entrelaçar os pés um no outro, que já estão com 3 pares de meias mas que continuam gelados comó caraças? 



Pronto era isto! Resumindo, quando está um frio que não se aguenta!!

17/01/2017

Eles fazem planos!

Juntos! 

Ele - Quando for grande vou comprar uma mota igual a esta!
Ela - E um carro? Não vais querer um carro? 
Ele - Claro! Um carro e uma mota. 
Ela - Eu também! Vou ter de comprar uma casa com garagem. 
Ele - Eu também vou precisar! Podíamos comprar a meias e ficava mais barato! 
Ela - Boa ideia! 
Ele - E como a mãe não vai lá estar, comprávamos imensos chocolates para comermos!!! 
Ela - Oh Vicente! Também precisamos de comida! Pelo menos um bocadinho! 
Ele - Ohhhh.... Está bem... És mesmo chata!!! 
Eu - Então e os vossos marido e mulher? Vão viver todos juntos? 
Ele - Eu só vou ter namoradas! Não quero casar. 
Ela - E eu vou fazer uma operação para não ter filhos! Por isso, se calhar, também não me caso! 
Ele - Boa! Assim ficamos com a casa só para nós! 




Estou entre o...
- Oh que queridos a planearem o futuro em conjunto! 

E o... 
- Espera lá que há aqui qualquer coisa que não está a acontecer como planeado! 

16/01/2017

Brancos ou castanhos, eis a questão!

Estava eu a lavar as mãos. Vi um novo cabelo branco espetado ao pé da fonte e  resolvi abrir uma melena de cabelo.

Eu sabia que eles já lá estavam. Já sofri com a sua existência. Não ligo. Acho até uma certa promoção de estatuto. Agora já sou uma pita com cabelo de crescida. 

A única questão é... Agora são milhões! E todos os novos são brancos. Não se vêem a olho nu. Só levantando as melenas. Mas são mesmo milhões. Vá centenas. (A emoção está a tomar conta do meu bom senso.) 

Não sei que faça. Se os pinto, se não pinto, de que cor pinto [se calhar aproveitava para me transformar em loira!] 

Se pintar, tenho de passar a pintar sempre. Se não pintar vou transformar-me numa quarentona solteira de cabeça cinzenta. Não é uma imagem que me agrade.

Esta senhora não cobriu os brancos e casou com o Maverick!


É que a expectativa é esta...


Mas eu tenho medo que a realidade seja esta! 

13/01/2017

Ver o lado positivo da coisa!

Ir passear o cão quando estão 8ºC lá fora podia ser péssimo! À primeira vista. Mas depois quando te baixas para apanhar um cagalhão que fumega no meio do passeio e de forma agradável sentes um volume que se encontra a 38ºC na tua mão, até ficas com vontade de ir ao caixote do lixo seguinte, só para aproveitares o momento de conforto. 
Tudo na vida tem um lado positivo. O de passear um cão quando estão 8ºC lá fora, é este! 


12/01/2017

Eles não sabem a sorte que têm!

Uma das grandes diferenças entre a minha geração e a geração seguinte chama-se internet.

Durante a minha adolescência, a internet apareceu na sua forma mais primitiva! Para já, era caríssima! Os pais vedavam o acesso à internet a uma horinha depois do jantar. E o pior é que essa era a hora de maior tráfego, por isso, nunca conseguíamos ligação à primeira! Sim! Nós tínhamos de conseguir ligação! E ouvir aquele barulho irritantíssimo do rooter. E depois rezávamos para a mãe não ter de telefonar a ninguém porque não havia telemóveis e ou funcionava o telefone, ou funcionava a internet!!! 

Depois, não havia grande coisa a fazer lá além de sacar músicas fora da lei (que duravam horas a sacar!) ou fingir que éramos uma loira de seios pujantes para gozar com os nossos amigos no MIRC. 

"Ddtc" e "m/f" eram apenas as primeiras perguntas às quais tínhamos de responder. Foi aqui que surgiu o "lol" no nosso vocabulário.

Mas o que invejo mesmo no facto de terem uma "nova" internet na geração seguinte, é a existência do Google! Hoje em dia, conseguem ouvir a música que querem quando querem. Nós sacávamos músicas em sites piratas e ficávamos horas infindáveis à espera que a música descarregasse. E conseguem também ter acesso às letras das músicas!! Nós não! Tínhamos de ter a cassette pronta para gravar e ouvir o programa de rádio do início ao fim até conseguirmos apanhar a música que queríamos! (E rezar para que o camelo do locutor não debitasse o boletim meteorológico a meio da música)
E para sabermos as letras, tínhamos de a ouvir várias vezes. E púnhamos no pause de 2 em 2 segundos para podermos escrever a letra num papel. (Sim! À mão!) E voltávamos para trás para ter a certeza do que o cantor dizia. Era todo um processo complicadíssimo! E se não tivéssemos um bom nível de inglês, só saía asneira...

Ontem estava no carro com os meus filhos enquanto fazia um zapping pelo rádio. Parei imediatamente assim que ouvi o John Bon Jovi a cantar o Always! Mas não parei simplesmente... Parei com um "Ahhhhhhhh!!!!!!! Não acredito!!!!!"

E lá ia eu feliz a cantar altíssimo com todo o meu fervor romântico à flor da pele e à flor das cordas vocais. (Não queiram saber!) De repente, constatei em estado de choque que não sabia a letra da música. Embora eu achasse que sim! Mas claramente não!

- And iiiiiiiiiiiii will love youuuuuu
Babyyyyyyyy! Always and I'll be there
Forever and a beeeeee
Alwaysssssss
I'll be there till the starannnnssaaajbb
Till the abshfkaaaasaaaaaaa and the sannndaasjtaaan
Satenasendaaa you'll be on my mind!

E pior! Lembrava-me exactamente de como cantava e cantei exactamente igual.

Mas isto piora ainda! Ouvir a minha filha de 8 anos a dizer: "A mãe não sabe a letra pois não?"

Corta tesão! Foi o que foi! 

Vim a correr para casa procurar a letra. E digo-vos que isso estragou a magia toda da letra que fantasiei. Ainda que num inglês arcaico de origem chinesa. 

Olhem, sabem que mais? Vão lá aqui ouvir isto bem alto! Lembrem-se dos linguados que deram ao som disto (que eu saiba a internet ainda não mudou a forma de chafurdar com as línguas uns nos outros) e cantem! Como cantaram sempre, que assim tem muito mais sentimento!!!


11/01/2017

Efeito bibidibobidibu pela matina!

A parte extraordinária de te maquilhares no carro de manhã, é o efeito de metamorfose que passas em cerca de 10 minutos no meio dos semáforos. 
Basicamente, quando sais de casa e olhas para o espelho do elevador  deparas-te com um rabo! Assim ao nível do rabo da avó do Trump. 
Quatro semáforos encarnados depois, continuas a parecer um rabo! Mas pelo menos já consegues imaginar o rabo de uma tia da Claudia Vieira! 

09/01/2017

Os fenómenos do Entroncamento da Maternidade!

"Só vais perceber isso quando tiveres filhos!" 

Esta é a frase mais chata e insuportável que uma mãe[zinha] pode dizer a uma não-mãe[zinha]! Mas ao mesmo tempo a mais verdadeira!!! [Não há pachorra!...]

Tal como estes fenómenos que nos vão acontecendo ao longo do dia! Só quem passa por eles entende! 

• Sair do trabalho a voar para os ir buscar a morrer de saudades (especialmente à 2ª feira, não sei porquê!) e 3 minutos e meio depois de entrarem no carro soltares um: MAS VAMOS COMEÇAR É?????? 
Tu sabes que te vais chatear todos os dias no carro depois da escola! Mesmo assim continuas a ir buscá-los a morrer de saudades!!!

• - Mãeeeeeeeeeee!!!!! Tenho fome!!!! Posso comer alguma coisa??? 
- Está quase na hora de jantar! Queres fruta?
- Nãoooooo!!! Quero bolachas!!!! 
- Não há bolachas a esta hora senão não jantas!! Só pensas em comer porcarias...

A criança está a falar aos gritos contigo porque está na sala e tu estás na cozinha a enfardar batatas fritas e pão com manteiga enquanto lhe lembras que só pensa em comer porcarias! 

• Ninguém sabe porquê! (Embora eu acredite que haja uma equipa de cientistas a estudar o caso há muitas centenas de anos) mas, sempre que te instalares confortavelmente na retrete para teres o teu momento, haverá sempre algo incrivelmente fabuloso a acontecer na sala e que precisa da tua presença com urgência! 
- Mãeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!
- Já vouuuuuuuuuuu!!!!!
- Tem de vir rápidooooooo!!!!! 
- Já vouuuuuuu!!!!! 
- Mas tem de ver istooooooo!!!!!! 
A tua vontade era gritar "ESTOU A CAGARRRRRRR PORRAAAAAA!!!!!"
Mas em vez disso dizes:
- Mete no pauseeeeeeeeee!!!! 
E quando lá vais era apenas a histérica da Luna a fazer piruetas em cima de uns patins! 

• Já experimentaste marcar um programa daqueles mesmo mega? Mas com mega antecedência! E ficares mega ansiosa por ires!!! Já experimentaste?? Hás de verificar que eles arranjarão forma de apanhar uma virose qualquer daquelas que ninguém sabe o nome mas que dão febre, vómitos, diarreia e terríveis e contagiosas manchas na pele! E quando desmarcares tudo e começares a ver as fotografias das tuas amigas a divertirem-se à grande nas redes sociais, eles ficam óptimos e os sintomas desaparecem num segundo!! 

• A partir de uma certa idade (das crianças! Não tua!) acaba com os telefonemas à frente deles! Especialmente daqueles que metem fofocas deliciosas. Eles vão ficar calados que nem um rato e tu vais achar que eles não toparam nada da conversa! Até chegares ao pé da tua manicure, do pediatra, de uma menina da caixa do supermercado ou da senhora que limpa as casas-de-banho do shopping! Com sorte trocam a história toda e ainda a contam como se fosses tu a protagonista do evento. 

E ainda assim tu continuas a achar a Maternidade maravilhosa! (E isso também é um fenómeno do Entroncamento!)


05/01/2017

I feel good! Tanananananana


Quando és mulher [com menos de 1,60m] e vives sozinha [filhos com menos de 1,80m não contam!], há determinadas coisas que deixam de acontecer em tua casa. [Qual sexo??? Qual quê!!!] 


Mudar lâmpadas é uma delas! Principalmente quando estamos a falar de lâmpadas do tecto. Principalmente quando estamos a falar de lâmpadas do tecto que não são lâmpadas, são focos. [E tu nem sabes comprar aquelas merdas!] 

A minha casa-de-banho possui 5 pontos de luz no tecto, que foram falecendo um a um desde 2012. E sempre que um ponto de luz falecia, eu ficava a olhar lá para cima...

- Caroço! Como se não me bastasse não chegar ali, nem sequer sei que tipo de foco está lá enfiado. E muito menos como remover aquilo!

E o tempo foi passando... até ficar com apenas um foco no tecto e descobrir que tenho uma óptima visão-quase-nocturna e já só conseguir por rímel nujólhos naquele cantinho da casa-de-banho que era o único que tinha luz. 

Ainda pensei esperar que me entrasse um macho com quem mantivesse mais que uma cambalhota ocasional para lhe poder pedir que me mudasse as lâmpadas do tecto. [Qu'isto de fazer bricolage na casa "dela" já sugere um elevado nível de intimidade, quiçá um passo importante na relação!] Como estou a ver o caso mal-paradíssimo [e o último dos focos acabou por falecer] achei que devia meter as mãos à obra! 

Comprei os ditos focos, subi ao tecto (nem conto que foi montada no cesto da roupa suja!... Em bicos de pés!!! [Se o Cirque du Soleil descobre, ainda me contrata!) e lá consegui perceber como se fazia aquilo! 

Só vos digo que agora tenho de entrar na casa-de-banho com óculos escuros! E que descobri imensos cabelos brancos na minha cabeça. E que, se continuar a perceber que afinal consigo fazer quase tudo sozinha, sou capaz de aproveitar mais uns tempos disto!!! 

04/01/2017

Quando isto der merda, a culpa é tua!!!

Esse filho a quem não obrigaste a pedir desculpa depois de ser malcriado, vai ser o médico que nem vai olhar para mim quando eu for velhinha! 

Esse filho a quem não obrigaste a agradecer um gesto, vai ser o tipo execrável do guichet das finanças quando eu precisar de lá ir! 

Esse filho a quem não ensinaste a cumprimentar as pessoas quando chega, vai ser aquele gajo insuportável que não vai oferecer nem um sorriso aos clientes no balcão da farmácia! 

Esse filho a quem não ensinaste a respeitar os mais velhos, vai ser aquele idiota que não vai dar passagem às velhinhas na fila do supermercado! (Azar o dele que agora paga-se multa!)

Esse filho a quem passaste a vida a elogiar, mesmo quando não mereceu para não ficar traumatizado, vai ser aquele filho-da-mãe que me vai sacar o lugar de estacionamento no shopping! 

Esse filho a quem não obrigaste a insistir quando não conseguia fazer alguma coisa e foste fazer por ele, vai ser aquele banana que não vai saber lidar com a discussão que teve no trabalho com o filho que não foi obrigado a pedir desculpa em criança! 

E assim os teus filhos vão educar os teus netos! E assim os teus netos vão educar os teus bisnetos! 

Mas depois vens dizer que não há esperança na Humanidade! 

Parem de não obrigar as crianças a pedir desculpa, a dizer olá! e obrigado! Parem de não deixar as crianças desenmerdarem-se com os botões da camisa, o fecho do casaco e os atacadores! Parem de elogiar quando fazem merda! Parem de dizer "a mãe trata!"  

Humildade, generosidade, empatia, perseverança, educação e resiliência são ferramentas adquiridas na infância, não aparecem por magia quando a criança for adulta! 

Se querem mudar o Mundo, comecem dentro da vossa casa. 

Conversa de Mister

No carro, obviamente!! 

Eu - Meninos, hoje é o primeiro dia do 2º período! A mãe tem uma boa e uma má notícia para vos dar. Então é assim! Este período é o mais comprido e o mais chato de todos. Se vocês não puxarem agora para cima as notas mais fracotas, dificilmente vão ter tempo de o fazer no 3º período que passa a voar! Por outro lado, têm agora imenso tempo para se esforçarem! Para irem todos os dias ao estudo fazer os trabalhos direitinhos, para se portarem bem nas aulas e estarem com atenção. Se o fizerem, já é meio caminho andado para terem óptimas notas! Percebido? 

Vicente - Sim! Mas a mãe não tinha dito que havia uma boa notícia? 

03/01/2017

As saudades renegaram a rotina!!!

Voltou!!! O meu Natal voltou!!! Entrou pela porta em formato de ano novo. E o ano começou agora. De novo e de vez! 

Vieram cheios de alegria e histórias para contar. Vieram com aquele cheiro que só a mãe é que sente, com aquela voz que nos enche o coração pela via dos ouvidos. Vieram grandes! Enormes! Crescidos em todas as palavras que diziam e em todos os suspiros que me deram enquanto os abraçava. Enquanto os abafava de saudades. 

Hoje puderam tudo! Puderam tomar banho mais tarde, puderam escolher panquecas para o jantar, puderam até jantar à frente da televisão. E eu? Eu jantei calada. Depois de ouvir tudo o que tinham para contar e a olhar para eles como se os visse pela primeira vez. 

O barulho voltou a esta casa. E esta mãe está feliz por isso! 

02/01/2017

Este estigma que nos persegue!

A maior parte das mulheres são apenas (como se isso fosse pouco) isso mesmo. Mulheres! 
Não importa se são mães, avós, advogadas, professoras ou empregadas de balcão. Depois há AS OUTRAS, as divorciadas. Essas, pouco são além disso mesmo. Mulheres-divorciadas. Mesmo que essas mesmas sejam também mães, avós, advogadas, professoras ou empregadas de balcão. As mulheres casadas não são mulheres-casadas, as mulheres viúvas não são mulheres-viúvas. Por alguma razão que o Mundo desconhece [e eu também], a sociedade quer que as divorciadas carreguem o "divorciada" como se fosse um complemento circunstancial absolutamente necessário à determinação de carácter das mesmas. 

É assim uma espécie de aviso! 

Ninguém diz: Vou levar uma amiga em união de facto! 

Mas diz-se: Vou levar uma amiga-divorciada! 

E depois a amiga aparece com uma espécie de letreiro luminoso em cima dos cornos a avisar o perigo. 

Porque toda a gente que sabe que uma mulher-divorciada não faz mais nada na sua vida para além de caçar. E obviamente também se sabe que a mulher-divorciada-caçadora o faz em qualquer lugar, altura ou situação. Em casas-de-banho públicas, filas de supermercado, no estacionamento do colégio, em casa de amigos e na sala de espera de consultórios. É óbvio! É uma necessidade nossa... 

As pessoas acreditam que a mulher-divorciada-caçadora-devoradora-de-homenzinhos não tem qualquer tipo de filtro, carácter ou discernimento e por isso escolhe as presas independentemente do seu estado civil, económico, de espírito ou embriaguez. 

Pouco há a fazer-se em relação a isto. Embora eu nem vá mencionar o perigo que isso representa tendo em conta que as pessoas ficam tão focadas em protegerem-se das mulheres-divorciadas-caçadoras-devoradoras-de-homenzinhos-destiladoras-de-uma-fome-voraz que nem olham para as que parecem inofensivas porque são SÓ casadas, mães ou avós. 

Vou ver se me controlo, que acabaram de passar dois tipos debaixo da minha varanda, e, se eu não estivesse aqui a escrever,  já os teria roubado-destruído-os-seus-lares-devorado-loucamente-num-qualquer-vão-de-escada!!!

A vocês mulheres, que além de mães e professoras-advogadas-empregadas-de-balcão, também possuem um estado civil qualquer que não caracteriza a vossa maneira de estar na vida! 

Um brinde migas! E bom ano novo!!! 

31/12/2016

O último!

De 2016! 


Pudesse eu agarrar em todas as estrelas deste céu alentejano e levá-las comigo. Espalhá-las pelo chão para nos iluminar os dias com a mesma magia com que iluminam as noites. 

Pudesse eu levar a luz destas estrelas até aos corações de todas as pessoas de quem gosto para que sorriam todos os dias. 

Que o ano de 2017 leve a magia de uma noite estrelada aos vossos dias, aos vossos sorrisos, aos vossos corações e principalmente às vossas acções. 

Bom ano meus queridos todos!

27/12/2016

Perdeste tudo!

Este foi o 35º Natal que perdeste. Mais um! A somar aos Natais dos meus filhos, já perdeste 49 Natais. Nem vou mencionar o resto da família porque então terias perdido mais Natais do que a tua própria idade. 

Perdeste os sorrisos, perdeste a alegria, perdeste o leite creme, perdeste a magia da abertura dos presentes. Até as discussões de família perdeste. 

E depois perdeste o resto do ano dos outros anos todos! Perdeste a primeira vez que andei de bicicleta, perdeste os nomes dos meus cães, as minhas festas de anos e as festas do colégio. Perdeste até tardes no sofá a ver televisão. 

A tempo de emendar a situação, continuaste a perder tudo isto com os meus filhos. 

Não lhes conheces o brilho dos olhos, nem as curvas do nariz. Não imaginas o que perdes ao não conhecer o som das gargalhadas deles. Não fazes ideia de que comidas gostam mais nem quais as que detestam. E também nunca te interessou em saber o mesmo de mim. 

Não imaginas a quantidade de vezes que ficava no portão do colégio a imaginar como seria ver-te chegar. A quantidade de vezes que fiquei a olhar para o telefone à espera que tocasse. A imaginar como seria ter-te numa festa de anos. Num sábado de manhã no parque. E tudo não passou de uma pequena antecipação de coisas que nunca aconteceram. 

Perdeste tudo! Tudo... E o que mais magoa, mais esmaga o coração é saber que perdeste tudo isto porque não quiseste saber... Porque borrifaste...  Porque não deste importância... Porque cagaste! 

E agora que terias a tua última oportunidade, estragaste tudo outra vez. De vez! Para sempre. 

Apetece-me gritar lá para cima e perguntar porque levou Ele a presença dos que quiseram estar e deixou a ausência dos que não souberam aproveitar. São os desígnios d'Ele e temos de respeitar. 

Perdeste tudo! É preciso ser muito burro para perder tudo tantas vezes. 




26/12/2016

Isto agora vai ser assim!

• 4 dias a comer restos de perú e de bacalhau! (Variando entre o aquece-no-microondas, sanduíche de perú, omelete de bacalhau e sopa de couves) 
• 3 dias a comer torradas de Bolo Rei ao pequeno-almoço e ao lanche. 
• 5 dias para deitar sacos e caixas fora e encontrar espaço no armário para guardar as roupas novas. 
• 3 dias para ir trocar presentes. 
• 4 dias a decidir o que fazer no Ano Novo. 
• 5 dias a prometer que nos vamos inscrever no ginásio. E depois vamos mesmo, mas só lá pomos os pés uma vez. 
• 2 dias a responder a mensagens de Boas Festas que ainda não conseguimos responder. (E aproveitamos para desejar Bom Ano e já fica!) 
• 3 dias a afagar a barriga e a lamentar a 14ª rabanada que não devíamos ter comido, mas achávamos que ainda havia espaço. 
• 350 dias para voltarmos à azáfama das compras e dos preparativos e acabar tudo outra vez em 2 dias. 

25/12/2016

O meu Natal foi embora!

De casaco vestido, mala em punho e o saco com os brinquedos novos na mão. 

Foi-se o meu Natal em forma de gente. Felizes e aos saltos para os braços do pai onde vão passar a próxima semana. Só os vejo em 2017. 

Sei que vão felizes e sei que vão divertir-se e aproveitar ao máximo. Mas é uma sensação à qual não me consigui ainda habituar. 

Amanhã já estou outra e a aproveitar os dias que vão andar ao ritmo dos meus passos, ao ritmo da minha fome, ao ritmo do meu sono, ao ritmo da minha vontade. 

Todas as mulheres deviam ter direito a uns dias por ano para estarem só consigo. Mas nenhuma devia ter de ver o seu Natal a sair pela porta pelos seus próprios pés. 

24/12/2016

O espírito Natalício da minha filha chega às entranhas!

Ou não fosse ela filha da sua mãezinha. 

- Mãe, estou a deitar sangue do nariz! Até o meu ranho está com espírito Natalício! 

23/12/2016

Sonhar não custa!



Assim de repente....
Trocava de carro, comparava uma casa, ajudava algumas pessoas e tirava um ano de licença para ir viajar pelo Mundo com os meus filhos. Primeira paragem na Disney! O resto, aplicava para fazer render! 

(Até a decoração da casa nova já está toda escolhida! E a cor do carro também!) 

Adoro sonhar acordada!!! 

22/12/2016

Ai minha rica filha!

- Mãe, a mãe do Ruca é mesmo estranha!! 
- Porquê? [tens tanta razão!]
- O Ruca faz o que quer, faz birras, bate nos outros e a única coisa que ela diz é "Fofinho, não voltes a fazer isso." Fofinho mãe??? A sério??? Ele é uma criança! Está a crescer. E a única coisa que a mãe dele diz quando ele faz asneiras é dizer "fofinho" em vez de ralhar ou por de castigo! Não percebo isto... Nenhuma mãe reagiria assim!...  

21/12/2016

O Natal tem as costas largas!

Chateia-me esta vontade (obrigatória) que temos de ter no Natal... Chateia-me que nos sintamos obrigados a dar presentes porque tem de ser, a ligar a pessoas de quem não gostamos porque tem de ser, a fazer coisas que não nos apetece porque tem de ser. 

Parem de ligar à Tia Lurdinhas só porque é Natal... 

Parem de desculpar merdas e perdoar pessoas só porque é Natal... 

Parem de ajudar pobrezinhos só porque é Natal... (E só para meter no Facebook...)

Parem de ter pena dos velhinhos só porque é Natal... 

A Tia Lurdinhas, provavelmente precisa que lhe ligues uma vez por mês! Ou então sempre foi uma cabra de uma velha e não merece de todo, por isso não ligues e pronto! 

Aquele teu amigo foi um verdadeiro filho da mãe há meses atrás, porque é que só agora se lembrou de te pedir desculpa??? Se fosse mesmo amigo, já teria mexido o rabo para tentar resolver as merdas pendentes, não tem de ser agora só porque é Natal! 

Os pobrezinhos precisam da nossa ajuda o ano inteiro! Por isso, para de tirar fotos para as redes sociais e mexe-te verdadeiramente para fazeres a diferença. O ano todo! 

Aquele velhinho com ar amoroso de quem tens pena porque a família não quer saber no Natal, provavelmente foi uma besta de um marido e um pai de treta e está apenas a colher aquilo que semeou. 

Se queres espalhar o bem e sair deste Mundo com alguma dignidade, fá-lo o ano inteiro. Perdoa quando tiveres de perdoar, liga sempre que te apetecer, ajuda sempre que puderes! 

Esquece o Natal! No Natal já há hipócritas  suficientes a fazer a parte deles, quem realmente precisa, precisa de Janeiro a Novembro! 

Feliz Natal! 


20/12/2016

A Tradição ainda é o que era!



Temos muita sorte por vivermos neste nosso querido Portugal e termos o privilégio de podermos usufruir de dias em família deliciosos como este em pleno mês de Dezembro! Com um sol maravilhoso e com um frio simpático de Natal que nos permite andar quase em mangas de camisa a fazer actividades ao ar livre em família em pleno Dezembro.



No Sábado estivemos na Wonderland Lisboa a beber o espírito Natalício e a fazer juntos aquilo que nem sempre é possível no meio da rotina do dia-a-dia - divertir, relaxar e dar umas boas gargalhadas. Mais importante ainda, em família. E ver a cara deles de felicidade, é suficiente para carregar a nossa alma de energias positivas!





Depois da emoção de descerem a pista de ski e fazer os habituais pedidos ao Pai Natal, foi tempo de mostrar a perícia na pista de gelo. Ou melhor, a perícia deles, porque a minha deixa muito a desejar e saímos de lá com a barriga a doer de tanto rir! (Mais a deles, a gozar com a habilidade terrífica da mãezinha!)



No fim do passeio, ainda houve tempo para cumprir mais uma tradição de Natal e fazer voar os nossos sonhos ainda mais alto ao comprar o presente de Natal da Família na barraquinha dos Jogos da Santa Casa! Uma cautela da Lotaria Clássica de Natal, porque a tradição ainda é o que era! (Desde sempre me lembro do meu pai chegar a casa com a Lotaria Clássica do Natal como presente para a família!) E no dia da Consoada, além do bacalhau, das rabanadas e das habituais conversas sobre os Natais passados e as memórias de infância com os avós e as bisavós que vêm do Norte, é também tempo de fazer planos e partilhar sonhos! E diga-se que os 12.500.000€ do prémio deste ano, dão para sonhar e bem alto!



A parte boa de comprar a Lotaria clássica na Wonderland Lisboa, é que a aquisição do bilhete, dá imediatamente direito a prémios que podem ser levantados logo na feira. Aqueles que vivem longe de Lisboa e não têm oportunidade de passar na Wonderland Lisboa, podem sempre tentar a sua sorte aqui ! Quem sabe até para oferecer um bilhete da Lotaria Clássica de Natal como presente de Natal e colocar no sapatinho de alguém junto à lareira.

E já sabem, o melhor presente, é mesmo estar presente!


Tenham todos um Santo Natal e, se possível, com um bom prémio na Lotaria!


Fotografias - Sofia Simões, Um Capítulo

18/12/2016

Quando o teu telefone bloqueia

E tu estás a participar activamente numa rede social! 

É espectacular porque, raras [ou nenhumas] são as vezes em que tu esperas calmamente que o telefone volte ao normal sem mexer no ecrã. 

Por isso, quando aquilo desbloqueia, o ecrã de touch memorizou todas as pinceladas alarves e frenéticas que fizeste com o dedo durante  o apagão. E de repente, tudo funciona à velocidade da luz. 

Partilhaste sem saber o novo estado civil daquele colega da faculdade que já não vês há 15 anos. 

Fizeste um Like na fotografia em que o teu ex foi identificado com a nova aquisição. 

Puseste um "adoro" no estado que o teu amigo-deprimido-adorador-de-satanás partilhou e ele agora acha que vocês agora têm algo em comum. 

Puseste um "odeio" na fotografia do gatinho que a tua avó pôs de manhã e onde identificou todas as amigas do grupo de crochet. 

Puseste uma "gargalhada" na publicação da missa de 7º dia do tio do teu chefe. 

E ainda conseguiste fazer um pedido de amizade ao "Carlão, o encantador de sereias" Que não tem um único amigo em comum contigo, mas por alguma razão que deconheces (e preferes desconhecer), o algoritmo cruzou contigo e sugeriu para amizade. 

15/12/2016

Casa de Ferreiro, espeto de pau!

Professora pede calças brancas para a festa do filho. 
Mãe do filho procura o que há no armário. 
Mãe do filho encontra calções brancos. 
Mãe do filho enfia calções num saco e manda para a escola. 
Filho da mãe entra em palco. 
Mãe do filho percebe que filho tem as pernas quase em gangrena de tão apertados que estão os calções. 
Filho da mãe dança de perna aberta com as jóias de família todas esmigalhadinhas. 
Filho da mãe levanta os braços em palco e percebe-se que os calções nem sequer apertaram. 
Mãe do filho acha que não devia ter mandado calções tamanho 2 anos para filho com 6! 

14/12/2016

Confiar e entregar

Se há vida que já deu grandes voltas, foi a minha. Já passei de lá de cima até ao fundo do poço. Em todos os sentidos!!! Emocional, financeiro, de saúde! Já tive inclusive momentos em que lambi o fundo do poço nos três campos ao mesmo tempo. 

Em todos os momentos entreguei a minha vida. Em todos os momentos eu soube que não ia ser mau para sempre. 

É verdade que houve alguns momentos em que gritei lá para cima:
- NÃO EXAGERES C@€A/$€!!!!! 

Houve alguns [bastantes] momentos em que me apeteceu mandar tudo à merda. Mas nunca o fiz, porque sempre O senti ali. Todos os dias, mesmo quando Ele não me estava a mostrar aquilo que eu queria, eu chegava ao fim do dia e agradecia-Lhe. Agradecia pelas lições, por ter chegado ao fim de mais um dia (e faltar menos um para chegar onde gostava), agradecia o que houvesse de bom. E houve dias em que me esforcei bastante para encontrar alguma coisa boa para agradecer. Nesses dias agradecia por ter acordado e por ter abraçado os meus filhos. 

Aos poucos fui tendo muito mais coisas para agradecer. Porque coisas boas trazem coisas boas e gratidão traz felicidade. 

Em todos os últimos anos eu agradeci! Mas sempre com alguns pedidos na manga para o ano seguinte. 

Este ano, pela primeira vez em muito tempo, agradeço apenas. Mas não da forma humilde em que agradecia as poucas coisas boas que tinha. Este ano agradeço de coração cheio. Agradeço empanturrada de coisas maravilhosas. 

E se para chegar aqui, o caminho era aquele, então entregaria tudo de novo, exactamente da mesma forma. 

13/12/2016

As mães não ficam!

As mães não ficam doentes! 
Ficam ligeiramente combalidas. 

As mães não ficam com fome! 
Ficam com um ratito no estômago. 

As mães não ficam com frio. 
Ficam levemente arrefecidas. 

As mães não ficam cansadas. 
Ficam um pouco fatigadas. 

As mães não ficam enervadas. 
Ficam pequenas alterações do foro nervoso. 

As mães não ficam atrasadas. 
Ficam com ligeiras diferenças horárias devido e inúmeras razões. 

As mães não ficam fracassadas. 
Apenas constatam que o plano A não deu certo! (Muitas vezes nem o B, nem l C!)

As mães não ficam com medo. 
Apenas com uma pequena sensação de desconforto. 

As mães não ficam desconfiadas. 
Apenas ficam com uma pulguinha atrás da orelha. 

Basicamente as mães são umas super-mulheres! Qualquer intenção de se item abaixo, é pura coincidência ou má interpretação por parte de terceiros. 

12/12/2016

Sobre loiças sanitárias

Hoje voltou a acontecer! 

Todas as pessoas (as mulheres, pelo menos!) sabem que uma mulher não se senta na retrete em locais públicos. 
Embora nem todas as pessoas (os homens, pelo menos!) saibam do esforço inacreditável que é preciso fazer ao nível da perícia e do equilíbrio. 

Em apenas 1 minuto, a mulher tem de coordenar a posição de bicos de pés, com a cabeça para baixo e a pontaria para acertar dentro da retrete em vez de vir por fora e molhar a roupa toda. Quando uma mulher já é experiente o suficiente, consegue efectuar essa posição de "perdi-a-guerra-em-1940" sem qualquer tipo de movimento. Concentrando-se apenas em acertar com o xixi dentro da retrete. (Nas paredes, porque se for na água, respinga e corremos o risco de apanhar toda uma panóplias de infecções estranhas e, quem sabe, perder o pipi!) Voltando ao facto de, quando atinges o nível profissional, conseguires ficar completamente estática, a maioria das luzes das casas-de-banho públicas são automáticas. O que significa que é necessário movimento para elas estarem acesas! Ora, ou te concentras em estar de bicos de pés com a cabeça para baixo a acertar nas paredes da retrete e ficas às escuras, ou te concentras em dançar uma kizomba com as calças nos joelhos, a cabeça para baixo e bicos de pés e a luz não se apaga. 

Pois é meus senhores! A vida não é fácil! Nem na hora de mudar a água às azeitonas! (Não sei qual é a versão feminina da expressão!) 

Agora um desafio! Experimentem ter 1,58cm como eu e conseguirem isto tudo com retretes feitas para pessoas com altura de escandinavo! Houvesse mais retretes infantis nos locais públicos... 

10/12/2016

Socorro!!!

Dei por mim a achar que um par de meias fofinhas podem dar um óptimo presente de Natal! 

Porque são quentinhas e até é confortável! 

Prendam-me!!!!!!!!!

09/12/2016

Mariah s World

Tuturututututu Uhuuuuhuuuhuuuu Babyyyyyy!!!!!

Era assim que começava o Music Box da Mariah Carey. Lá para 1993! Quando eu dava os meus primeiros passos no amor. 

Que atire a primeira pedra a adolescente do início da década de 90 que não sonhou acordada ao som de Mariah Carey! 

Ou aquela que não tentava acreditar ser capaz de tudo ao som de Hero! 
"You don't have to be afraid of what you are aaaaaaare"

Vendo bem, acho que as músicas dela até eram educativas e de auto-ajuda. Porque a mensagem ficou!

E depois aquela introdução de caixinha de música do tema que dava ao nome ao álbum! Quantas e quantas noites não adormeci ao som desta Diva! 

(Até a cassete acabar e eu acordar em sobressalto com o botão do Play a saltar!!!) 

E quantas fossas de amor não curámos a ouvir o "I'll never forget you"? Era o fim do Mundo em cuecas. Mesmo que hoje, já não te lembres se era pelo António Santos ou pelo Pedro Oliveira que choravas. 

Mas o fundo do poço era mesmo quando, sentada no chão do quarto às escuras, choravas desalmadamente ao som de "Without you" porque o Tomás te tinha trocado pela Teresa da turma A!!! 

"I can't liveeeeeeeeeeee if living is without youuuuuuuuu! I can't liiiiiiiiveeeeee.... I can't give anymoooooorrreeeeee" 

Era impressionante como se sofria de amor de forma absolutamente avassaladora. E a Mariah sempre ali para nós. A fazer-nos sonhar e a curar os nossos desgostos de amor. 

Ainda por cima numa altura em que a tua cara estava pejada de borbulhas e ainda não te tinhas adaptado ao tamanho das tuas maminhas. Ficavas a olhar para aquelas formas voluptuosas dela e para aquele cabelo maravilhoso e a imaginar-te assim quando conseguisses sobreviver à adolescência. (Fiquei mais ou menos parecida! [not])

Depois veio o Merry Christmas em 95 e lá ficávamos nós a sonhar com o Tiago Almeida todos os Natais! 

Agora morram de inveja! Já dei um primeiro beijo numa noite de 25 de Dezembro ao som de "All I want for Christmas it you"! Vá! Digam lá que não sonharam com um momento destes a adolescência inteira. Eu tive-o. Embora tenha descoberto passados uns meses que o rapaz era mais do mesmo... 

A melhor notícia de todas, é que a partir deste Domingo, 11 de Dezembro, vão poder assistir a uma série de 8 episódios sobre a vida da nossa Diva dos anos 90 no Canal E! 


Vá! Vão lá recordar a vossa adolescência, que eu também estou desejosa de o fazer.

Saiba mais aqui!

08/12/2016

A ti meu genro

Quero que saibas que estás sempre no meu pensamento. Mesmo que ainda faltem pouco mais ou pouco menos de 20 anos para conheceres a Mulher da tua vida. 

Quero que saibas que sempre que a elogio, que a chamo à atenção, que a abraço, que lhe ralho, é em ti que estou a pensar. 

Quero que saibas que levas o coração mais delicado dentro de um espírito de guerreira. Quero que saibas que ela não vai ficar à espera que a ajudes a arrumar a casa, porque ela sabe que essa tarefa é dos dois e é para ser partilhada. 

Quero que saibas que sempre que lhe ouço as gargalhadas ou a vejo a dançar, lhe digo "que sorte que o teu marido vai ter!" 

Quero que saibas que a estou a ensinar a ser independente e corajosa, mas isso não implica que não a adores e que não adormeças abraçado a ela. 

Quero que saibas que a estou a ensinar a ser auto-confiante e destemida, mas isso não implica que não se elogiem de manhã. E ao fim do dia. 

Quero que saibas que a estou a ensinar a desenmerdar-se das adversidades, mas isso não implica que não dêm a mão para as ultrapassarem juntos. 

Quero que saibas que a estou a ensinar a mostrar-te todos os dias o quanto gosta de ti e que isso implica que mostres o mesmo na mesma proporção. 

Quero que saibas que ela vai ter uma palavra a dizer mas que vai querer ouvir as tuas e respeitar a tua opinião. 

Quero que saibas que vais ser amado e tratado como um príncipe. Por uma mulher forte, corajosa e doce. [E com um sentido de humor como vais ver em poucas!]


Mas querido genro... Se não corresponderes a tudo isto com o mesmo amor e dedicação... Ah... Meu grande monte de esterco! Vais arrepender-te de me teres conhecido!!!

A ti minha nora.

Quero que saibas que estás no meu pensamento. Mesmo que ainda faltem pouco mais ou pouco menos de 20 anos para conheceres o Homem da tua vida. 

Quero que saibas que sempre que o elogio, que o chamo à atenção, que ralho, que o abraço, é em ti que estou a pensar. 

Quero que saibas que sempre que ele põe a mesa ou pede para ajudar com o jantar, me segura a porta ou ajuda a carregar as compras, eu lhe digo sempre "que sorte a tua mulher vai ter!" 

Quero que saibas que sempre que ele me diz que estou linda, que não preciso de por maquilhagem, que me abraça, eu lhe digo sempre "a tua mulher vai adorar esses elogios!" 

Quero que saibas que sempre que ele tem um ataque de fúria, depois de lhe explicar que os problemas não se resolvem assim, lhe digo sempre "nem te atrevas a fazer isto à tua mulher!" 

Quero que saibas que lhe estou a mostrar que pode ter a sua opinião sem abafar a dos outros. Que lhe estou a mostrar que as mulheres são a coisa mais delicada e mais forte que ele vai conhecer. Quero que saibas que lhe estou a mostrar que a família vem sempre em primeiro lugar. 

Por isso querida nora, quando ele te abraçar na cozinha e começar a dançar contigo, não refiles porque o arroz vai queimar. Lembra-te que fui eu que o preparei para ele te amar assim. 


Mas querida nora... Se não corresponderes a tudo isto com o mesmo amor e dedicação... Ah... Minha grande vaca... Vais arrepender-te de me teres conhecido! 


*a criar príncipes e princesas desde 2008.


Diarreia cerebral de um feriado de manhã

Adorava ser daquelas pessoas que metem um sobretudo por cima do pijama e vão passear o cão, comprar pão, por o lixo, ver a pressão dos pneus. 

Mas não consigo! 

Saio da cama directa para o duche. Que é uma merda porque tenho saudades de tomar o pequeno-almoço de pijama. E nem sequer vejo a pressão dos pneus! 

07/12/2016

A parte boa de ser a mãe!

E não ter pai em casa! 

É que as asas do frango são sempre para mim! E os rabos do pão também. 

Porque é assim e quem manda sou eu! 

Todo o santo dia

Todo o santo dia é a mesma cantilena! 
O despertador toca, eu insulto a sua família inteira, insulto-me a mim própria por não ter ido para a cama mais cedo e lá me levanto a custo ajudado por uma grua. 

À noite meto os miúdos na cama, como ainda não depositei o traseiro uma única vez no sofá, acho que ainda tenho direito à vida. Só que o sofá é perigosissimo! Quando menos dás por ti, já foste! 

Ajeitas a almofada, chegas o rabo para a frente. [nesta fase ainda estás possuidora das tuas capacidades. Mas a linha que separa essas capacidades é invisível!] Até que encostas a cabeça! Pronto! Acabou! É neste ponto que já não há volta a dar. A cabeça encosta e os olhos vao fechando. E lá ficas tu! Até às 3:30 da manhã. Toda torta, com frio, as luzes acesas e a televisão ligada. Como se não bastasse a quantidade de electricidade que está a gastar sem necessidade, o teu cérebro está a absorver toda a informação de fraco conteúdo que passa na televisão àquele horário. 

Até que acordas... Os olhos ardem. Há toda uma série de coisas para desligar. Olhas para ontem pijama e pensas "como é possível que só vamos estar juntos 4 horas esta noite!" E lá te enfias na cama. 

E depois? 

O despertador toca, eu insulto a sua família inteira, insulto-me a mim própria por não ter ido para a cama mais cedo e lá me levanto a custo ajudado por uma grua. 

05/12/2016

Pequena conversa com 2017

Para 2017
Quero tudo o que promete
O coração para mim. 
Quero que o tempo não voe
Quero que Deus abençoe 
Aos meus filhos e a mim. 
Quero poder dançar 
Poder partilhar 
Abraços e beijos 
Momentos, desejos,
Em tardes sem fim. 
Quero o som desta música,
Manhãs com bocejos,
Sorrisos e beijos
Sem roupa apertada,
E as mãos com nada,
Cabelos ao vento
E a olhar para ti. 
Quero uma praia deserta,
A cabeça aberta,
Chocolate quente,
Seguir em frente
Voar bem alto
E rir porque sim!
Quero sol na cabeça
E que nada me impeça 
De abrir os braços 
Olhar para cima 
Rezar com força 
Com chuva na cara 
E com manta de estrelas 
Aquecer-te em mim. 
Quero poder ver 
E sentir com a mão 
O brilho do sol
Nas manhãs de Inverno
E nas manhãs quentes
O calor interno 
Do teu coração. 
Quero o teu perfume 
Na minha almofada
E ficar a olhar
Para lá do nada. 
Que o dia avance
Sem eu empurrar 
E que eu não me canse
De tanto esperar. 
Quero poder ver 
E poder mostrar
Quero descobrir
Sem tropeçar. 
Poder rir tão alto
Cheia de emoção. 
Correr sem cair 
Crescer sem fugir. 
Quero a pele molhada 
Com água salgada,
Com a transpiração 
De uma grande emoção. 
Chorar de alegria
Sorrir de amor. 
Quero respirar 
Poder voar 
O tempo parar 
para ficar a olhar. 
O coração cheio
A rebentar 
A cabeça confusa
De tanto amar. 
2017 
Não entres mansinho 
Traz tudo em grande 
Vem cheio de força 
E não venhas sozinho. 






04/12/2016

Coisas que eles fazem que me enervam solenemente!

Mas que adoro que as façam!!! 

• Rirem-se descontroladamente à mesa. 
• Insultarem-se um ao outro de estúpido para cima e rabo mal cheiroso para baixo. 
• Mostrarem os rabos um ao outro quando vão para o banho. 
• Dizerem todos os dias "não quero ser o primeiro a tomar banho"
• Fazerem guerras loucas por causa do comando da televisão. 
• Lutarem para ver quem faz festas primeiro o Mr Darcy quando chegamos a casa. 
• Discutirem para carregar no botão do elevador. 
• Discutirem para por a moeda no carrinho do supermercado. 
• Saírem do elevador a correr para ver quem vai primeiro à casa-de-banho. 
• Inventarem músicas irritantíssimas que cantam milhões de vezes seguidas. 
• Ficarem a conversar na cama e a rir às gargalhadas depois de eu apagar a luz. 
• Ela insistir em ajudá-lo a fazer os trabalhos de casa (fazendo por ele). 

Tudo coisas extremamente irritantes que me fazem perder a cabeça diariamente mas que lhes [nos] constroem memórias incríveis que imagino recordarmos pelos Natais fora quando eles forem adultos! 

Porque é que eu não quero mais filhos!

Quase toda a gente me pergunta se eu não gostava de casar outra vez e ter mais filhos. A minha reacção é instantânea. 

- Cruzes! Credo! Canhoto! Bate na madeira!! 

Adoro bebés! Adoro olhar para eles, cheira-los, dar-lhes beijinhos, brincar. Depois, quando a fralda fica suja ou quando começam a chorar, adoro ainda mais passá-los aos pais deles! 

À medida que os filhos vão crescendo, vamos atingindo um nível de independência e de liberdade que sabe muito bem depois de passarmos 4 anos a viver [quase] em exclusivo para eles. 

São 10:00 da manhã de Domingo. Eu ainda estou na cama. Não acordei às 6:00 para dar biberons e ir para o sofá ver bonecos e isso agrada-me imensamente. Também me agrada imensamente pedir para irem arrumar o quarto, para irem por a mesa, para irem tomar banho ou para dobrarem cuecas. São eles que cuidam da alimentação do cão sozinhos ou limpam alguma asneira que ele faça, fazem as suas lancheiras da escola e preparam parte do pequeno-almoço. 

É uma sensação de liberdade muito boa! Mesmo muito boa! Eu diria mesmo, extremamente agradável. Parece que cheguei a uma meta. Ou a um patamar VIP do jogo. Existem outras preocupações chatas com estas idades. Mas a dependência física acabou.

É por isso! É por isso que eu não pretendo ter mais filhos! É por isso que quando me perguntam se eu não gostava de casar e ter mais filhos, depois da resposta instantânea, vem sempre :

- Ele que venha já com um ou dois feitos! E de preferência com uma ex-mulher saudável que não há paciência para psychos... 

03/12/2016

Transformar as adversidades em memórias!!!

Não podia acreditar quando saímos do dentista, debaixo de um temporal medonho, e vimos o nosso carro dentro de um rio!!! 

Não dava para atravessar a rua e eu não sabia sequer em que estado estava o carro!... Água por todo o lado e correntes fortes de água cheia de terra e entulho... 

A Gigi e eu estávamos de botas, o Vicente de sapatos. Toca a fechar o guarda-chuva que, perante aquele cenário se tornou absolutamente ridículo, e a meter o Vicente às costas. Agarrar a Gigi por um braço e atravessar aquele correnteza de água. Enfiá-los em cima de um muro para ver em que estado estava o carro e se tinha entrado água. Abrir as portas e atirar tudo lá para dentro, depois tirar as crianças do muro e metê-los no carro. A água dava-me pelas canelas! Só tinha visto estes cenários na televisão... 

Quando vi que o carro ligou e que, apesar de encharcados, estávamos os três bem, foi hora de transformar o aquilo numa aventura. E rir às gargalhadas do estado de pintos calçudos em que estávamos e do máximo que foi eles terem estado em cima de um muro enquanto a mãe quase nadava até ao carro. 

Quero tanto que eles consigam no futuro transformar todas as adversidades em memórias e aprendizagens! 

É por isso que o filme da "Vida é Bela" é o filme da minha vida. Principalmente depois de ter sido mãe. 

01/12/2016

Ter medo de morrer!

Sempre tive medo de andar de avião. Depois de ser mãe, o medo transformou-se em pânico! 

Não deixo de viajar por causa do avião. Mas sei por antecipação que vou sofrer. Muito! E entro no avião na maior. Ponho o cinto quase na maior. Antes de desligar o telefone mando mensagens às pessoas de quem gosto. Uma mensagem de voz para os meus filhos a dizer-lhes que os adoro, que são as coisas mais importantes da minha vida e que tenho imenso orgulho neles. (Se aquela merda se espatifar, ficam com a minha voz guardada...) O avião faz-se à pista e para antes de arrancar. É nesse momento. É precisamente aí que o meu corpo congela. Que o meu cérebro frita. O nó na garganta. A voz não sai. Os olhos fecham. A respiração fica bloqueada. Não adianta falarem comigo. Porque nesse momento, o único diálogo que consig ter é com Deus. E com a pouca razão que me sobra. Rezo que nem uma louca. Peço para os meus filhos não ficarem sem mãe. Peço para os filhos dos outros passageiros não ficarem sem pais. Peço pela vida que me falta. Pelo meu trabalho que adoro. Penso nos meus pais. Penso e rezo! Nunca penso na vida que tive, penso sempre na que hei de ter quando aquela máquina voltar a pousar. O sofrimento é mesmo enorme! Felizmente ele põe sempre as rodas no chão. 

Agradecer em Francês!





Como em qualquer viagem boa que aconteça, acordamos com a sensação que falta alguma coisa. Nem que seja o pequeno-almoço do hotel. Mas definitivamente a companhia e a luz daquela maravilhosa cidade.



Não ia a Paris há mais de 10 anos. É impressionante o que sinto naquela cidade. A luz! Só me ocorre a luz. O burburinho em francês que se ouve pelos cantos, é música para os meus ouvidos.



As pessoas! A comida, as lojas, as pedras dos passeios, as montras. Tudo me encanta.

Subir a calçada até ao Sacré Coeur, entrar por Montmartre dentro com o som dos acordeões, os artistas a pintar. Não consigo não emocionar-me!



O evento onde fomos, organizado pela revista Parole de Mamans foi fantástico. Desde o Hotel Saint James Albany absolutamente maravilhoso em frente a um dos jardins mais bonitos da cidade, ao jantar de gala num barco por baixo da Torre Eiffel, ao evento em si durante o dia de 3ª feira com todas as marcas desejosas de conhecerem blogs portugueses e o mercado nacional. Não podíamos ter sido melhor recebidas.









Tivemos a sorte de ter uma Virginie que foi a melhor companhia que podíamos ter tido. Das pessoas mais simpáticas e generosas que já conheci. Que nos levou aos lugares mais incríveis e menos turísticos, sempre de sorriso na cara, com toda a paciência do Mundo porque havia sempre alguém que se atrasava ou ficava para trás. E a nossa querida Virginie lá estava sempre à espera, sempre a rir! Sigam-na em francês no blog Maman Double!




Conhecemos pessoas fantásticas. Se houve uma coisa que me deixou orgulhosa, foi ser portuguesa naquele evento. Foi perceber que os nossos blogs são dos mais bonitos da Europa e que nós não nos ficamos nada atrás, muito pelo contrário. E perceber também que, as marcas nacionais, estão cada vez melhor cotadas lá fora e que as pessoas diziam com orgulho as marcas portuguesas que vestiam aos filhos.

Tivemos o privilégio de levar connosco a equipa da Câmara Exclusiva da TVI. Que foram fantásticos! Fizeram tão boa companhia e tenho a certeza que vão fazer uma reportagem fantástica.





O meu vestido do Gio Rodrigues!.... Ah o meu Gio... Aquele verde! Aquelas penas! Não houve uma pessoa que não elogiasse o vestido! E que bom que é, poder responder com orgulho: É de um costureiro Português! Procurem Gio Rodrigues! e ouvir de resposta: Ah bon! C'est magnifique!
Que orgulho, mesmo um orgulho enorme!







E a nossa querida boneca Catarina do Ties! Que além de ter sido óptima companhia, tirou fotografias de sonho!


Quando saímos do nosso querido país é que nos apercebemos o quão bons nós somos e o quanto as pessoas nos valorizam. E de vez em quando é bom receber esses inputs de auto-estima para podermos também valorizar-nos! Afinal os descobridores do Mundo, continuam no topo da Europa em muitas coisas boas!