29/09/2016

Vou só ali comprar pão!

Entras no supermercado a correr. Sabes que precisas de pão fresco para o pequeno-almoço. 
De qualquer forma, é melhor levar leite também porque não te lembras se há algum pacote por abrir. 

- Mãe, não levamos cesto?
- Não é preciso! É só pão e leite. 

Passas pela fruta e lembras-te que já só há uma banana. Assim de fininho já levas um saco com bananas e outro com maçãs na mão. 

No corredor do leite, lembras-te que já não há pacotes de leite para o colégio. Pegas num pack de leite com chocolate e outro de leite branco. E também é melhor ir ao corredor dos sumos comprar sumos para ela. 

A esta altura do campeonato já começas a distribuir artigos nos braços das crianças porque já não consegues levar tudo sozinha. 

Ah! Queijo! O teu Emmenthal já não chega para o Masterchef de hoje. (Não passas um serão sem uma fatia de Emmenthal) 

Os guardanapos não estavam a acabar? Bolas! Já te esquecias dos guardanapos também. 

Agora sim! Agora já não falta nada. 

Seguem para a caixa com as seis mãos ocupadas. E uma ou outra coisa debaixo de um braço. 

Porra! O pão! Temos de ir buscar o pão. 

Quase não levavas o que inicialmente ias comprar. 

Ainda bem que não levaste cesto...

22/09/2016

Se me disseres que vens às 17:00, às 17:37 eu começarei a ser feliz!

A frase não foi tirada do Principezinho. Mas podia!! 
Sabes aquela sensação de ir buscar as crianças ao colégio a morrer de saudades delas? 
E quando te esforças para te despachares mais cedo para eles poderem brincar mais um bocadinho ao fim do dia? 

Pois... 

Chegas ao colégio pouco depois das 17:00 e elas chamam-nos pelo microfone. Uns bons minutos depois lá aparece o primeiro. 
Tu? Tu olhas para ele como se não o visses há uma semana. Baixas-te e abres os braços com um enorme sorriso à espera que a pequena criatura venha a correr ter contigo feito Bambi em liberdade nos campos verdejantes. 



Mas o pequeno Bambi larga um tornurento: Oh mãeeeeeee.... Já??? É que agora era a minha vez de jogar nos matraquilhos!!!

Baixas os braços e levantas-te... Tão decepcionada como naquele dia em que estavas a sonhar com o chocolate e afinal ele foi comido pelo teu irmão mais novo sem que soubesses. 



- Importas-te de dar um beijo à mãe? "Olá mãe! Está boa? O dia foi bom?" Olá filho! Estás bom? Correu bem o dia? 

Lá acabas por receber o teu beijo! 

A mais velha, nem sinal dela... 

- A lancheira? 
- Vou buscar... 

- Tens o casaco?
- Eu deixei no cabide... Mas não está lá! 
- O casaco não anda sozinho! Vai procurar! 



E ela? Não faço ideia!!! Chamam-na outra vez pelo microfone. Lá aparece depois. A arrastar-se com aquele ar de quem estava numa festa de piscina e só agora é que iam trazer os shots!! 

- Olá filha! Também estava a morrer de saudades tuas!!! 

Não me livro de um olhar importante! 

Mochila? Está lá em baixo! 
O cartão? Não faço ideia! 
A lancheira? Emprestou à Francisquinha para guardar as maquilhagens. 

Respiras fundo... Afinal de contas estavas cheia de saudades deles ainda há 28 minutos, certo? 



Vamos lá ver se ainda conseguimos chegar a casa antes do pôr do sol! 

Lá consegues entrar no carro. Com quase todas as coisas que eles não tinham. 

No dia seguinte, tiveste mais trabalho... Não conseguiste despachar-te cedo... Vais buscá-los depois das 18:00 cheia de peso na consciência...

- Oh mãe.... Porque é que nunca mais chegava??? 



18/09/2016

Amormenta quê???

Descobri (infelizmente!) que existe um conceito chamado Amormentação. Chamem-lhe lifestyle se quiserem que fica mais trendy........... 
E do que se trata este conceito-ideologia-cena-marada, perguntam vocês? Trata-se de pôr criancinhas (algumas com 3 e 4 anos) a mamar nas mimicas das avós, tias primas, madrinhas, etc. Hum... Baralhadas? Pois! Diz que é para dar mimo! AMOR-mentação! (Eu acho que devia era chamar-se ataque-psicológico-mentação)

Ora bem, a amamentação deveria ser uma coisa exclusiva da mãe, certo? É aliás esse conceito de exclusividade que nos faz sentir tão especiais quando os nossos filhos nascem. Eventualmente de uma ama de leite (nem sei se isso ainda existe) no caso da mãe não poder fazê-lo. No entanto, muitas mães recorrem a bancos de leite e dão o leite materno de outras mães,  imagine-se, dentro de biberons. 

Qual o objectivo da amamentação, perguntam vocês outra vez? Parece-me que se trata de uma forma saudável e bonita de alimentar uma criança pequena. De estimular o vínculo entre a mãe e o bebé. De ajudar o bebé a ganhar defesas e imunidades. De lhe dar um momento de mimo, amor e proximidade que vai proporcionar-lhe segurança e a longo prazo auto-estima, resiliência, etc. (se bem que há milhões de outras formas de o fazer)
Até aqui estamos todos de acordo, certo? 



Agora se há mães que amamentam e outras que não, se há mães que o fazem em público e outras preferem em privado, se há mães que amamentam uma semana e outras até ao ano e meio, isso já é inteiramente a ver com elas e mais ninguém. 

Mas sobre este tema de amor e amamentação, eu gostava de perceber porque raio enfiam a mamona flácida e carcomida da avózinha na boca da criança!! 

Estes exemplares do filme "Doidos por Mary" deixaram-me traumatizada para todo o sempre! E não tive de levar com elas na boca! 

Dizem que é para dar mimo???? Segundo me parece, o mimo das avós está no colo, nos abraços, nos doces às escondidas das mães, na colher extra de arroz para não ficarem com fome. O mimo da avó não é enfiar uma boob na boca de uma criança que, aos 4 anos, vai ficar com essa memória para sempre e, provavelmente, ter pesadelos até à idade da reforma!!! 

Segunda hipótese, é para acalmar a criança na ausência da mãe? Para a adormecer? Acreditem! Se uma criança de 3 ou 4 anos não consegue acalmar-se na ausência da mãe, ou adormecer tranquila ao colo de uma avó ou de uma tia com quem supostamente tem uma relação de confiança, então temos aqui um problema! E é de certeza da mãe!  Que primeiro não lhe passa confiança nem segurança e depois ainda a obrigada a levar com um mamilo pré-histórico e sem leite goela abaixo. 

Se antigamente o pudor era demasiado, hoje em dia, levamos com o extremo oposto de que tudo se pode, tudo é possível. Tudo é natural. Estas mães estão concerteza desejosas de poder amamentar (a seco) os seus netinhos, vizinhos e sobrinhos-netos. Tudo em prole do Amor! 

(Pronto! Agora resta-me levar com os ataques extremistas...) 

13/09/2016

Era assim que devia ser!


Há determinadas alturas na tua vida em que pareces estar numa outra dimensão. As pessoas são estranhas, a luz não é a mesma e o próprio movimento da realidade parece estar enguiçado. 

Quase que consigo imaginar o trailer para este filme de ficção científica. Uma estrada deserta, um silêncio ensurdecedor, coisas enormes a cair do céu e volta e meia umas aves gigantescas a fazerem voos razantes na tua cabeça. Também se ouvem explosões ao fundo. Mas nunca percebes muito bem onde foram. 
E tu nem sabes bem o que sentir. Andas por ali a passo cuidadoso com medo de colocar o pé em alguma mina esquecida de outras guerras. Olhas para as coisas com espanto. Medo. Dúvida. Quase tens a certeza de que aquilo não está a acontecer. Só que está. 

E depois ponho-me a imaginar... 
Um dia vão tocar-me à porta. Um senhor de fato azul e cabelo pintado. Com poupa e com laca. Cheio de holofotes por trás, luzes coloridas a rodar por cima dele. Um par de bailarinas piríssimas ao lado. De vestidos justos e brilhosos tom de fúcsia, com enormes permanentes platinadas e umas argolas gigantes penduradas nas orelhas. Na mão, Carlos Lucas traz um enorme cartão em formato de cheque. 

- Boaaaaaaaaaaa tarde minha querida e amável senhora! Reparámos que houve um tremeeeeeeeendo equívoco na simetria das curvas da sua vida. E é isso que o amável público quer? É isso que o amável público queeeeeerrrrr, pergunto eu! [eu encontro-me incrédula agarrada à porta de casa] Estamos aqui para reparar esse enoooorme erro amável espectadora. Queremos também pedir-lhe as maiores desculpas e temos o enorme prazer de oferecer-lhe um voucher com todo um novo caminho cheio de fortuna e paz. 
(Com o alto Patrocínio Divino)

E pronto! Tu choravas, abraçavas Carlos Lucas emocionada. Simone Cristina e Rute Samanta abanavam os traseiros e as permanentes à tua volta, pegavas no voucher e seguias com a tua vida! Sem merdas a foderem-te o juízo a cada 2kms de estrada.

11/09/2016

Ralhar com amor!



O Vicente ralha com o Mr Darcy depois de ter levado uma mordidela (de amor!). 

- Meu lindo mauzão!!! Meu feio fofuxo! 

10/09/2016

Definição de arrepios

- Adoro que a mãe passe as unhas nas minhas costas! Sinto cócegas por dentro da pele. 

#ele 

09/09/2016

O cúmulo do catanço!

Estar na fila do supermercado. 
Ouvir o Vicente (que conversa com toda a gente que lhe aparece à frente):

- Vou levar umas bolachas de chocolate! 

E um senhor com voz que me é familiar lhe responde:

- Ah que sorte!!! 

Olho para trás e deparo-me apenas e só com o dentista deles!!! 

- Dr. Jaime!!! Her..... São para levar para o colégio para dividirem com os amigos!!!! [Juro!!!!! Eles raramente comem estas merdas caroço!!!!!]

- Não tem mal!!! Lavem os dentes a seguir, está bem meninos? 

08/09/2016

Tudo sobre "O Bebé da Bridget Jones"

Quer dizer... Tudo o que eu posso dizer!! 

É oficial que adoro esta mulher! (Personagem!) Que me identifico com ela em um milhão de coisas. 



Que fui apelidada de Bridget pelas minhas amigas há mais de 10 anos. (Não quero dizer 15 porque senão pareço mai bélha!)

Sim, tal como ela, eu tive um (cabrão-filho-de-uma-cabra-de-uma-égua-de-um-putanheiro) Daniel Cleaver na minha vida. Com uma história que parecia tirada a papel-químico do primeiro filme! 
(E não vos vou contar o destino do Daniel neste filme!)


Sim, tal como ela, eu já apareci mascarada numa festa onde... Não havia pessoas mascaradas! [E ninguém me avisou!]


Aliás, eu até já me mascarei de Bridget Jones. (Nesse dia, foram todos mascarados!) [Infelizmente não creio que ela se tenha vestido de mim...]



Sim, ela tem um Mr Darcy na sua vida. Eu também!!!


E sim... Partilhamos enúmeras outras características!! [Bem... A parte da mãe, não...]



Chega de falar de nós! Vamos ao que interessa. Eu estava obviamente em pulgas pela chegada deste filme! 
Desejosa de saber como vai ser o resto da minha vida. (Tirando a parte do bebé...)



A Renée... 


Bem... Tenho de admitir. Os primeiros dez segundos do filme foram de habituação. Àquela nova cara, nova boca, novas expressões. Tenho muita pena do que ela fez. Enfim! Se calhar, enquanto Renée ficou melhor. [not] Mas já não é a Bridget. Felizmente consegui abstrair-me daquilo e acabei por reconhecer a Bridget em muitas outras coisas. Continua com o seu ar trapalhão, completamente indiscreta e miseravelmente divertida. Já não está roliça. (Essa parte mexeu comigo, tenho de me fazer à vida!) 

O Colin... 


Está velhinhooooooo!!!! Mas continua com aquele jeito British, tímido e arrogante incrivelmente sedutor. Mr Darcy querido! Adorei! 

O Patrick... 


Oh meu Bom Jesus!!! O que dizer do Patrick! É um suspiro em cada cena. O encontro deles, a forma como a trama se desenrola. Atentem à cena em que ele aparece de mota e arranca o capacete!!! 
Até se me foi o ar!!! Desilusão total quando ele tira a t-shirt e aparece em tronco nú, absolutamente transparente e com a barriga flácida. 


O filme está hilariante! Estou desejosa de o ver outra vez. [Desta vez com a bomba da asma para poder dar gargalhadas até ao fim.]


E no fim quando ela fica com o.... Ahhhhhh!!!!!! Queriam!!!! Não! Não vou contar. 



#bridgetjones4ever

Aquela idade...

Estou numa idade em que não faço ideia o que chamar às pessoas! 

- Conheci um miúdo! 
- Miúdo??? 
- Quer dizer... Um homem! 
- Um homem??? 
- Porra! Um tipo! Sei lá!

Depois de nos terem chamado geração rasca. Nem sequer conseguimos nomear as pessoas... Um miúdo tem idade para ser meu filho. Um homem tem idade para ser meu pai. Basicamente sobram os tipos e os gajos. Porque rapaz também não abona muito a nosso favor! 

07/09/2016

As nossas dores de crescimento

Um dos maiores equívocos da Humanidade acontece durante a infância quando as crianças acham que as mães sabem tudo. 
Depois passas a ser mãe e percebes que afinal não sabes nada. 
E lembras-te das terríveis dores de crescimento que te roubavam noites de sono e percebes que as ditas te consomem ao longo da vida depois de teres filhos. 

Fazes um enorme esforço para lhes dar as respostas certas. Tanto a perguntas como a necessidades. Tentas sempre dar-lhes o exemplo que achas mais correcto porque isso (isso tu sabes) que eles aprendem com o que vêem e não com o que lhes dizemos. De todas as escolhas que fazemos em relação aos nossos filhos, fica sempre a dúvida. A dor de crescimento que te consome. Estamos a fazer demais? Estamos a fazer de menos? Estamos a fazer certo? Estamos a fazer errado? As decisões são sempre sofridas. Quer se trate de refeições ou de ralhetes. 
Dás-lhes umas bolachas ao pequeno-almoço porque te esqueceste de comprar pão e sofres. Vais buscá-los 20 minutos mais tarde ao colégio porque resolveste fazer um desvio rápido e sofres. Estás cansada ou enervada com outra coisa e falas num tom desaquado com eles e sofres outra vez. 
Não há meio termo. Não há assim-assim.  Vai sempre doer-te. Porque mesmo quando fazes bem, achas sempre que não foi suficientemente bem. 
O ideal era a gravidez não acabar. Tinhas os bebés  protegidos para todo o sempre das tuas péssimas ou óptimas decisões. (Mesmo assim, ias sempre achar que não terias comido a coisa certa à hora certa!) 

05/09/2016

Quase uma década meu amor!

Oito anos é quase uma década. 



Ainda estou em choque por te ter na minha vida. Do sonho que quis construir, foste bem melhor do que alguma vez ambicionei. Mais em choque ainda pela velocidade a que chegámos aqui. 
És o meu coração preferido. Tens uma sensibilidade tão inteligente que não pareces ter a idade que tens. Um sentido de humor de quem já viveu mais do que a tua idade te permitiria. 
Quase que cuidas de mim com as palavras certas que por vezes saem dessa cabeça sem que eu tenha tempo de perceber como foste capaz de as dizer. No meio de tantas coisas de menina crescida, adoras trepar as árvores, andar no skate a alta velocidade  ou saltar de muros. Com saia de tule e unhas pintadas de sonhos e esperança. Fazes coisas de que eu nunca tive coragem. És uma valente! Quase que te invejo por seres tão brava e espontânea. Tão maluca e divertida. Tão profunda ao mesmo tempo. 
Vais ser um mulherão meu amor! E eu vou explodir de orgulho, tal como tenho vindo a fazer ao longo destes 8 anos. 
Agradeço a Deus todos os dias por te ter escolhido para minha filha e por me ter escolhido para tua mãe. 
Que as tuas gargalhadas sejam a música de quem te rodeia e que o teu coração seja a luz de quem te adora. 

Parabéns minha pequenina! 
Adoro-te! 
Daqui até à lua! 
Ida e volta! 
Infinitas vezes!

02/09/2016

Que tipo de mãe és tu?

O ano lectivo está quase a começar! Há vários tipos de mães a deixar os filhos na escola. Qual és tu? 

A mãe Cool! 
Chega sem pressa. Vem divertida com a sua cria. Ambos estão descontraídos, vêem as novidades e conversam sobre elas. Despedem-se sem dramas. Esta mãe sabe que o filho vai divertir-se durante o dia e vai embora descansada. 

A mãe desesperada! 
Esta mãe está há um mês à espera que a escola abra. Já não aguenta mais ver brinquedos espalhados pela casa, inventar refeições e fazer programas de férias. Chega com ar cansado e extremamente feliz. Tem vontade de beijar todas as educadoras da escola, auxiliares e até o porteiro que segura o portão. Só deixa o seu número de telefone para alguma eventualidade porque é obrigatório. (Tenho a certeza que a maior parte das mães está nesta categoria!!) 

A mãe psycho! 
Não pede para ver o registo criminal de todas as pessoas que se vão cruzar com o filho porque é chato! Examina todos os cantos e equipamentos da escola à procura de perigos. Fica o dia inteiro a imaginar se o filho vai engasgar-se com a sopa, partir uma perna no escorrega ou ser atacado por um crocodilo no parque. Na sua hora de almoço passa com o carro à frente da escola e esconde-se atrás dos arbustos a tentar perceber se está tudo bem ou se houve algum tremor de terra que tenha afectado apenas a escola. Nomeadamente a sala do filho. 

A mãe mais-que-querida! 
Esta mãe adora toda a gente e é adorada por todos. Conhece todas as pessoas que trabalham na escola pelo nome. Traz sempre um bolo ou bolachas caseiras para todos os funcionários! No 1º dia de escola, no Natal, no Carnaval, na Páscoa, no Dia Mundial das Árvores de folha caduca e no último dia de aulas.

A mãe choramingas! 
Esta mãe tem lágrima fácil! Chora quando a criança fica a chorar e chora quando a criança fica óptima. Chora na festa de Natal e com o desenho do capuchinho vermelho que está na parede. Chora também quando está sol! E com a chuva também fica emocionada. 

A mãe possessiva! 
Não adora que o filho adore a escola. Nem que adore a avó, nem a tia. Não adora que o filho abra os braços à educadora e por isso só vai embora depois de conseguir por o filho em lágrimas a dizer que quer a mãe. 

A mãe Zinha! 
Normalmente os filhos desta mãe não se chamam João nem Joana, chamam-se Joãozinho ou Joaninha. De manhã beberam leitinho e deixaram o casaquinho no cabide. Bebem aguínha e comem a papinha. Mesmo que tenham quase 6 anos e mesmo que a papinha seja carne assada com batatas. Pedem sempre para descascarmos a frutinha ao almoço caso não seja bananinha. 

A mãe divertida! 
Está sempre a rir! Falta alto, cumprimenta toda a gente e todas as crianças. Está sempre a dizer piadas e ouve-se à distância quando ela está na escola. 

A mãe vitrine! 
Normalmente não tem filhos, tem bibelôs. Não faz a menor ideia do nome da educadora, não sabe em que sala o filho anda, muito menos o que o filho faz durante o dia. Mas também não interessa nada. É só uma criança! 

A Mãe! 
Esta categoria é transversal. Adora os seus filhos acima de qualquer coisa. Tem as suas preocupações e ansiedades. Está desejosa de deixar o filho na escola, mas 10 minutos depois já está a morrer de saudades. Vai a voar buscá-los à tarde, mas no período dos banhos e do jantar já está outra vez feliz por a escola ter começado outra vez. 

Independentemente de que tipo de mãe fores! Entrega e confia! Um óptimo ano lectivo a todas!!! 


O Diário de Bridget Jones está de volta!

É a loucura!!!! 
Lembram-se de vos prometer que vos ia levar ao cinema a ver este filme tão meu, tão nosso? 
Eu não sou uma mulher de deixar promessas por cumprir. 



Por isso, tenho 10 (sim! Dez!) bilhetes DUPLOS para vos oferecer. Para poderem levar a vossa melhor amiga ou o vosso mais que tudo! Para quando? Para uma sessão especial que vai acontecer ainda antes da antestreia!!! Vai acontecer em Lisboa, nas Amoreiras, neste próximo dia 7 às 19:00! Ou seja, vão poder ver o filme antes de toda a gente. Quem é que vos adora, quem é?? 

Mas desta vez vou dificultar-vos a vida!!
(Deviam achar que era tudo de mão beijada! Não queriam mais nada!!) 

Quero que respondam a esta questão (aqui na caixa de comentários do Blog). 

- Se tivessem de escolher entre o Colin Firth ou o Patrick Dempsey, qual escolheriam e porquê? 

Vá! Surpreendam-me! E ofereçam-me umas gargalhadas valentes que bem mereço! Quem vai escolher os vencedores sou eu! 

Obrigada por tudo e boa sorte!!! 

01/09/2016

Sorrir e Avançar

Hoje tive uma acção de Team Building no trabalho onde o mote foi "Sorrir e Avançar". Onde se falou de gratidão, de sorrisos, de buscar a felicidade no dia-a-dia. 

E o tanto que eu me revi naquelas palavras. Das muitas mensagens que recebo de pessoas a pedir mimo, é sempre essa mensagem que tento passar. Das muitas coisas que tento ensinar aos meus filhos, é sempre essa mensagem que tento passar. Aos meus alunos. Às minhas amigas. 

Quando o caldo está entornado, temos de sorrir e avançar. As lamúrias não resolvem problemas. No meio da merda em que por vezes estamos metidos, devemos sempre procurar o que de positivo acontece à nossa volta. E agradecer! Se calhar agradecer o facto de estar sol. Que treta que é pensar nos problemas quando está a chover. 
Agradecer termos este ou aquele amigo. Que treta que seria passar pelos problemas sem eles por perto. 
Agradecer o café com pastel de nata da confeitaria. Que treta seria ultrapassar os problemas sem um doce para nos alimentar a alma. 

Quando rezo com os meus filhos à noite, nunca pedimos nada, apenas que Jesus olhe por quem gostamos. E agradecemos sempre. Pela nossa casa, pela nossa família, pela comida que temos na mesa e por uma ou outra coisa especial que tenha acontecido no dia. 

É por aí o caminho. Procurar sempre as coisas positivas que nos acontecem  à volta. E lembrarmo-nos SEMPRE que, a cada dia que passa, é um a menos até os problemas estarem resolvidos e ultrapassados. E nunca nos esquecermos de agradecer. Mesmo quando estamos enfiados na merda até ao pescoço. 

SORRIR E AVANÇAR! 

28/08/2016

E de repente tudo se alinhou outra vez!

A televisão esteve uma semana sintonizada na Smooth FM, as almofadas do sofá alinhadas, a cozinha ao ritmo lento de comidas leves a horas completamente desfasadas da rotina.



De repente, tudo se alinhou numa harmonia perfeita. Com barulho a vir do quarto deles. A televisão com o som de desenhos animados. O cheiro e a voz deles espalham-se no ar entre os relatos das férias e os pedidos para o almoço. 

Não consigo dizer muito. Apenas olhar para eles. Analisar cada palavra e cada melena de cabelo como se estivesse no Louvre a admirar obras de arte ao som de uma Orquestra Sinfónica. 

De repente, tudo se alinhou. Tudo se harmonizou. A casa ficou completa e o meu coração voltou a bater no compasso certo. 

25/08/2016

Uma história de um Amor impossível!



O meu cão tem ímpetos sexuais em relação à minha pessoa. Mais concretamente à minha perna. O que eu entendo perfeitamente porque eu sou extremamente irresistível. Principalmente ao nível da perna direita. Que é a que ele mais gosta. 
Mas já lhe expliquei que não é possível consumar essa relação. Primeiro porque eu não me relaciono com menores, segundo porque homens que brincam com ó-ós-cor-de-coral-com-estrelas-brancas não fazem o meu género. Além de que ele não cumpre os requisitos de altura. 
Ainda assim ele insiste. 

Mais um que sofrer de amor nesta casa. 

#estamosdestinados

24/08/2016

Material Escolar - Como sobreviver?

O Mundo tem vários predadores de várias espécies. Toda a gente sabe que os piores e mais perigosos predadores do Mundo são fêmeas com crias por perto. Os seus habitats naturais não passam apenas pela savana ou oceanos profundos. Aliás, as mais perigosas não têm origem nesses ambientes, mas sim em:
. PARQUES INFANTIS
. FILAS PARA OFERECEREM COISAS 
. HIPERMERCADOS COM O REGRESSO ÀS AULAS OU PROMOÇÕES DE BRINQUEDOS

Toda a gente sabe que as crianças precisam do material escolar, logo, não temos outra solução, senão dar o corpinho ao manifesto no hipermercado mais próximo. E seja o que Deus quiser! 

Vou dar-vos algumas dicas para sobreviverem sem arranhões a esta efeméride anual. 

1. A que horas ir? 
Ora bem, quais as horas em que os predadores mortais estão enfiados na toca? À noite! Pois então, se não queres ser comida por aquela tipa que lançou o olhar ao último estojo do Spiderman e que te olha com baba a cair da boca, olhos esbugalhados e dentes de fora para ver quem fica com ele, o melhor é ires à hora do jantar. A essa hora, as predadoras estão em casa a alimentar as crias e já não saem mais porque constipa. 

2. Ir com filhos. Sim? Ou não?
Ora bem! Isso vai depender de ti e dos teus filhos. Consegues controlar as feras relativamente aos ímpetos consumistas quando virem lancheiras cheias glitter da Luna VS poder de compra da mamã? 
Então é assim! Podes ter uma conversa com eles antes de saírem de casa. Explicar que vão comprar o essencial e não a colecção inteira da Dory. Que a mãe adorava oferecer-lhes tudo o que eles queriam, mas que infelizmente o Euromilhões ainda não caiu lá em casa. E por isso, quando quiserem escolher alguma coisa, a mãe escolhe primeiro dois ou três itens e eles baseiam-se nessa oferta. Ou então fazem um jogo super divertido e lúdico de ver quem descobre o preço de valor mais baixo. 
É importante terem esta conversa antes!!! As feiras de Regresso às Aulas estão criteriosamente estudadas pelos senhores dos hipermercados para puxarem ao consumismo das crianças. E dos pais também! Por isso, qualquer conversa que tenham durante as compras, não entra na cabeça deles. E possivelmente nem na vossa, que acabam por ceder só para não haver mais discussões. Assim, a informação ficou lá e basta ir relembrando ao longo das compras. 
Eu, por exemplo, sabia que não ia estar com os filhos, por isso, dei-lhes o folheto que deixaram na nossa caixa do correio para as mãos e perguntei o que gostavam mesmo de ter para a escola. Que fosse importante e fizesse falta. Ambos escolheram as lancheiras que gostavam. Depois fui sozinha e trouxe o que achei melhor e sem discussões. 

3. A lista das compras!
Não se armem em modernas como eu por favor!!! 
- Ah, afinal de contas tenho um telefone inteligente do século XXI para quê? Vou fazer um printscreen (que os telefones inteligentes só funcionam com estrangeirismos) da lista e vou vendo no supermercado! 
Pois sim! Bela ideia!! Not!!! Primeiro, tive de estar constantemente a fazer zoom da imagem para conseguir ler as letras microscópicas, depois não dá para riscar as coisas que já enfiámos no carrinho e por isso tive de estar a ler e a confirmar vinte vezes. Nada como aderir ao vintage! Papel impresso ou escrito à mão e uma bic (de tampa roída) para ir riscando o que já temos. Tinha demorado menos 1/3 do tempo que demorei de certeza. 

4. Marcas VS Marcas Brancas
A minha filha vai para o 3º ano. No 1º ano, comprei quase tudo marca branca e fiquei super orgulhosa da minha poupança! Treta! As coisas gastam-se muito mais depressa. Os bicos dos lápis partem-se! As canetas de feltro, em Dezembro, já só pintam em tons pastel. (Além de que, no 1º ano eles ficam excitados com os afias (aguças na minha terra) e os lápis de carvão só duram uma semana.)
O que é que eu faço hoje em dia? Marca branca apenas para o material que não seja de desgaste (menos papel). Vejamos: canetas, lápis, colas, esferográficas, borrachas, etc, compro de marca. Réguas, tesouras, papel, estojos, etc, compro de marca branca. Temos de ter atenção pois há promoções que compensam trazer de marca! Nem sempre os produtos de marca branca são mais baratos. Eu examino os preços todos e comparo quantidades, preço e qualidade. 

5. Reaproveitamento de material. 
SIM! Sempre que possível! As mochilas por exemplo. Já comprei mochilas de 5€ que duraram 2 meses. Pensem que as mochilas andam no chão, são atiradas para os cantos, pisadas, etc. É preferível comprar uma boa mochila (acreditem que é um investimento) que, além de não se estragar tão facilmente, dura mais tempo e não lhes faz tão mal às costas. 
Réguas, tesouras, estojos, apara-lápis são materiais que dá perfeitamente para aproveitar de ano para ano. A régua está baça e feia! Ai está? Mas está inteira, não está? Dá para medir, não dá? Passa-se um algodão com álcool e fica nova!!! Reutilizar material não só nos ajuda a poupar uns valentes euros na conta final como lhes incute valores de respeito, poupança e cuidado com as suas coisas. 

Resta-me desejar-vos boas compras e boa sobrevivência! 

(Eu confesso que adoro esta altura do ano e o cheiro das coisas novas.)

22/08/2016

Desafio: Trocar desejos por conquistas

Bem sei que para a maior parte das pessoas, a mudança de ano é registada no dia 31 de Dezembro. 
Champagne, roupa bonita, 12 passas na mão e 12 desejos. 
Desejos esses que muitas vezes não se realizam. E metade, quando chegas a Março já nem sabes o que pediste. 

Eu acho que a rentrée das férias grandes é uma segunda e óptima oportunidade que temos para fazer balanços. 
Por norma, os balanços servem para pormos a vida em perspectiva. E isso permite-nos agradecer e fortalecer as coisas boas e tentar corrigir as menos boas. Perceber erros. Causas, efeitos. 

Que tal pensarmos em apenas uma coisa que gostaríamos de fazer melhor?

Uma apenas. Não sejamos ambiciosos. Sejamos apenas realistas e concretos. Mas uma que seja importante. Não importa o tamanho. Importa a importância. Escreve num papel e guarda na gaveta das cuecas. (Também podes guardar na gaveta dos talheres, só estava a dar um exemplo!) 
Quando chegar outra vez o dia de pores a roupa bonita para beber champagne e comer uvas passas, vai buscar o papel e vê o que conseguiste. O que mudaste para chegar lá. Se conseguiste alcançar, mudar, melhorar, superar. 

Estava aqui a pensar melhor... Se calhar, em vez de pedirmos 12 desejos uma vez por ano e ficarmos à espera que algo aconteça, devíamos fazer balanços de 4 em 4 meses e traçar apenas um objectivo que consigamos alcançar. 

Isso já daria 3 boas conquistas por ano. Bem melhor que 12 desejos falhados entregues ao destino. 

21/08/2016

# Mãe solteira pode

Quem tem filhos sabe perfeitamente que férias não significam propriamente descanso. A menos que entreguemos as crianças às mãos de uma babysitter para conseguirmos alguns momentos de descanso (do bom!). Não é o caso por aqui. 

Continuam-se a fazer camas todos os dias. A fazer refeições, a arrumar a cozinha. A pedir vinte vezes que não deixem os chinelos espalhados, que arrumem o quarto, que não excitem o cão, que não destruam o sofá, que parem de implicar um com o outro. A lavar e a estender roupa, a arrumar roupa, a tratar da casa. 
Tenta-se inventar mil programas para os entreter, brinca-se aos cabeleireiros e aos bombeiros mesmo quando não apetece, porque sabe-se que assim eles ficam felizes e entretidos. (Silêncio!!!!!) 

Quando se vive sozinho com os filhos, as horas de descanso (do bom) são apenas aquelas em que eles estão a dormir. Ou seja, depois do jantar. Entre as 9:00 e as 22:00, porque de férias deitam-se mais tarde, o dia é feito de reboliço. De barulho, de horas felizes, de horas de irritação, de abraços e de ralhetes. Não dá para fugires meia hora para ir comprar pão e beber um café na esquina. 

De vez em quando foges para a casa de banho e finges que estás com uma tremenda prisão de ventre, só para ter um momento solitário de sossego e silêncio. Mesmo que os oiças na sala aos pulos e o cão a ladrar. Durante cinco minutos finges que não é nada contigo e que nem conheces aquelas pessoas. Respiras fundo, saia da casa-de-banho e voltas às tuas férias. 

Durante três semanas sonhas com o dia em que o pai vem buscá-los para as ferias porque também tu precisas de férias. De renovar energias, de dormir na praia, de não fazer almoço e de deixar a cama com as orelhas para trás. 

O pai vem buscá-los. E passados cinco minutos já achas que o silêncio e a ordem da casa são ensurdecedores. O quarto está arrumado. A sala está impecável, não há 5 copos de água  abandonados na cozinha e até o cão está adormecido num canto da varanda. 

Cinco minutos. Cinco minutos foram suficientes para sentires falta. Que cabeça louca que não sabe o que quer. 

Mas eles saíram felizes! Quase não dormiram de ansiedade. Andavam a contar os dias. Estavam impecáveis à espera do pai, como se fossem para uma festa. 

E tu, tentas envolver o silêncio ensurdecedor da casa nas gargalhadas que eles davam à saída. Pensas que precisavas tanto deste silêncio como eles precisavam do pai. Pensas que nos próximos dias vais renovar-te. E quando eles chegarem, depois de matares as saudades, vais voltar a poder mandar arrumar sapatos, a pedir para não gastarem um copo lavado de cada vez que querem beber água e a suplicar para não excitarem o cão dentro de casa. 

Até lá, sê forte e aproveita! 

19/08/2016

Sobre o menino sírio em estado de choque.

Quase toda a gente partilhou a fotografia dele. É fácil sentirmo-nos emocionados com uma criança. E choca ver uma criança daquele tamanho sem verter uma lágrima. Completamente em estado de choque. Infelizmente, aquele menino não é o único ali (e noutros locais do Mundo) a sofrer com a guerra, com a morte, com a fome, com a desumanidade.  
Aquele menino estava simplesmente, perto de jornalistas. 
Além da fotografia que vi a circular, vi também um vídeo onde um dos socorristas o colocava dentro da ambulância. E isso incomodou-me mais ainda. Ver aqueles jornalistas oportunistas. Que, ao ver uma situação que sabiam que ia tornar-se viral e emocionar o Mundo, se aproveitaram. 
Uma chuva de flashes em cima da criança. Um monte de animais a atropelarem-se para fotografar a desgraça que não era deles. Mas que era uma desgraça comercial! Porque era uma criança. Porque estava coberta de sangue. Porque estava miserável. Porque não chorava. 
Se calhar é porque sou mãe, se calhar é porque tenho um filho da mesma idade, se calhar também é porque não ganho a vida a vender desgraças. Mas chocou-me não haver um único jornalista que largasse  a merda da máquina para lhe dar colo, para lhe dar um abraço, para o proteger dos vilões. Para lhe dizer que iam cuidar dele, que o iam proteger. No fundo para lhe dar o básico que uma criança precisa num momento de pânico. Colo, protecção, confiança.
Não imagino o que aquela criança terá presenciado na sua vida. Bem mais do que alguma vez, a maior parte de nós vão presenciar. Ou sequer imaginar que existe! Mas amor e colo, são necessidades básicas. Não um monte de flashes e de olhares sequiosos de desgraças. 
A guerra e a miséria revoltam-me! Mas isso é normal! Todos nós ficamos revoltados com situações que nos causam pânico. Mas também me revolta o oportunismo gerado a partir da desgraça dos outros. 
Espero que aquele menino tenha tido direito a um bom banho nessa noite, a beber um leite quentinho no colo de alguém que goste dele e direito a adormecer numa cama com lençóis lavados enquanto alguém se abraçava a ele. Se calhar não...