28/08/2013

Educar um rapaz e uma rapariga...

Não é de todo a mesma coisa! 
A base é a mesma. Acho que todos queremos filhos honestos, educados, activos, bem-dispostos, generosos, trabalhadores, altruístas, resilientes, com sentido de humor...

As meninas, educamos para serem princesas. Para serem delicadas, educadas. E persistentes e corajosas também. De preferência que sejam um mulherão! Como a minha Avó Maria dizia: Minha querida, uma mulher tem de ser uma mãe extremosa, uma dona-de-casa dedicada e uma puta na cama. Claro que não vou ensinar isto à minha filha! Mas gostava que ela fosse uma mulher tão delicada e feminina quanto guerreira e capaz de enfrentar o Mundo e as pessoas caso venha a ter necessidade.

Já com ele, é completamente diferente! Com dois anos, ele já segura na porta e já nos deixa passar à frente (a mim e à irmã). Porquê? Porque eu o ensinei a fazê-lo e expliquei-lhe que os homens deixam sempre passar as senhoras primeiro e que seguram na porta para nós entrarmos. Sempre ouvi dizer que uma óptima forma de ver como um homem nos vai tratar, é observando a forma como ele trata a mãe dele. Pois é meninas nascidas a partir de 2010, aqui vão encontrar um cavaleiro encantado! Se há coisa que eu não permito (porque todas as mães são mais permissivas numas coisas do que noutras) é que ele me responda mal ou me falte ao respeito. Precisamente porque não quero que ele, no futuro, trate assim as mulheres. E por isso, a minha têndência (talvez por ser mulher) é dar-lhe as bases para ele se fazer à vida, para se levantar sem chorar (muito) quando cai, para voltar sempre a tentar quando não consegue, para se rir dele próprio, para ajudar a irmã e para respeitar a mãe. 

De uma coisa não nos podemos esquecer! Eles aprendem muito mais com o que lhes mostramos, do que com o que lhes dizemos. Se lhes dissermos que não se atiram papéis para o chão, não podemos deitar a beata do cigarro a seguir...  

Não sei no que isto vai resultar. Provavelmente, vem lá uma adolescência e fica metade pelo caminho. Mas depois não me acusem de não ter tentado! :)




7 comentários:

Sónia disse...

Como eu concordo contigo! é tão diferente educar um e outro. As bases como dizes e bem são as mesmas, a honestidade, o respeito a educação, mas o resto é tão diferente. Aliás acho que mesmo que fossem do mesmo sexo ia ser ligeiramente diferente até porque as personalidades deles também ajudam a isso.

Agora resta-nos fazer o nosso melhor e trocer para que tudo corra bem :)

Anónimo disse...

Como eu concordo consigo. Educar dois mundos tão diferentes não é assim tão fácil.Com os rapazes fiz o melhor que pude, são casados, amam as mulheres e não lhes faltam ao respeito. São pais dedicados e maridos apaixonados. Fiz o melhor que pude e parece que resultou. Quanto á menina ainda só tem 11 anos mas tento educa-la para ser uma boa menina, uma princesa e não ser mal.educada porque uma menina mal educada ninguém gosta.

Maria Jorge Mendes Pereira disse...

Concordo em absoluto! Educação é a base do ser humano. Mesmo na adolescência (que passa) nota-se bem a diferença.
Só tenho pena é, por a MF ter nascido em 2008, já não poder ser pretendente do V!!:))

akombi disse...

Não sei como é educar um filho, visto ter duas filhas mas daquilo que vejo tanto em escolas como em amigas que têm rapazes acho que nos dias de hoje deve de ser mais difícil educar um rapaz do que uma rapariga, a sociedade está tão estranha e toda esta evolução não está a fazer bem mas noto que os rapazes mais acelerados, determinados e difíceis de domar que as raparigas.

SN disse...

Eu ando há 3 anos a debater me com levantar o tampo da sanita e lavar as mãos a seguir, sem grande sucesso. A ouvir um impaciente " já sei, já sei..." Receio que esteja a criar um neandertal

Carla Isabel disse...

Nós fornecemos as ferramentas, eles aprendem a usá-las!:)

Beijinho

MÓNICA disse...

:)
Vai ser um menino de ouro!