07/11/2013

A magia do flirt antes e depois!

Andava há que tempos para escrever sobre isto! A Catarina deu o empurrão!
A parte boa de ser uma mulher divorciada é que hoje, 8 anos mais velha depois da última vez que andei nestas andanças, tenho muito mais confiança em mim. Sei bem o que quero e tenho uma experiência de vida que não tinha. Antes andava à procura do príncipe encantado, queria um casamento de sonho, ter muitos filhinhos e ser feliz para sempre. O plano saiu furado! Mas não me furou a vida! 
Gosto muito mais de ter 32 do que 23! Gosto muito mais da vida que tenho hoje (apesar de todos os sobressaltos) e, principalmente, gosto muito mais de viver!
Aos 23 anos temos toda a disponibilidade do mundo! Não corremos o risco de nos cruzarmos na rua com um tipo mesmo giro e de ter um bocado de cerelac colado à camisa. As noites não têm horários porque no dia seguinte também não temos de preparar chocapic com leite e sintonizar a televisão no Panda! Mas aos 32, apreciamos muito mais um bom jantar e um bom vinho. Aos 23 anos não temos de conciliar as saídas com os dias em que eles estão com o pai, mas aos 32 tiramos prazer em andar apenas pela cidade a ver as luzes à noite. Aos 23 anos não temos de cancelar um jantar porque o filho vomitou o chão da sala, mas aos 32, um sítio giro com boa música, onde possamos ficar horas à conversa, serve de cenário para uma noite perfeita.
Aos 32 anos queremos uma boa companhia que nos faça dar umas boas gargalhadas. Estamo-nos nas tintas para quantas namoradas teve porque a maturidade nos ensinou que o que conta é o presente. Gostamos que ele goste de vinho e pouco importa se é campeão de surf ou de rugby. Preferimos que ele tenha uma óptima conversa do que cumprimente a discoteca inteira.
Não há pressa nas coisas, já não pensas em casar e ter filhos, e por isso, as coisas são mais apreciadas. Descobrimos que um sapo com charme é bem mais interessante do que um principe deslavado. E meia dúzia de grisalhos espalhados pela cabeça dão muito mais pinta do que um cabelo descolorado pela praia. 
Gosto da magia de combinar um encontro no meio de um cesto de roupa para lavar, um filho deitado no chão aos gritos porque não lhe dei bolachas e outro a tirar macacos do nariz. De andar a mil para deixar crianças lavadas e alimentadas à babyssiter e conseguir vestir-me e tentar sair de casa fabulosa para depois respirar fundo e apreciar realmente o vinho e a conversa. E no fim de umas boas horas de conversa e gargalhadas, poder dar um beijo na testa das bolas refilonas e cheirosas que dormem no quarto ao meu lado e adormecer de sorriso na cara.
Viver tudo isto aos 32, depois dos filhos e de um casamento que não resultou, tem realmente um sabor que antes não tinha. E eu gosto!

15 comentários:

Isa disse...

Gostei muito de ler! Espero que sejas feliz! :)

VanessaJungers disse...

Olá, Carolina! Meu nome é Vanessa, tenho 37 anos, tenho um casal de filhos 10 e 8 anos. Moro em Biritiba Mirim/ São Paulo/ Brasil. Não sei por qual blog cheguei ao teu e aqui estou, a 20 dias, a lê-lo desde o primeiro post. Delicioso! Conheci sua família e também um pouco dos hábitos e cultura dos irmãos portugueses. E também percebi que somos muito parecidos no que diz respeito à criação dos filhos e da rotina de uma mãe. Além disso, escreve muitíssimo bem, um prazer imenso! E um conselho/ pedido: Já que esta sem trabalhar, no momento, por que não transformar esse blog incrível num livro, que, com certeza, fará imenso sucesso! Beijos grandes! Sua fã desde a primeira linha, Vanessa Jungers. Em tempo, estou no meu segundo casamento e, aos 32 anos estava também solteira e mais seletiva com meus encontros e minhas companhias. Realmente, agora é muito melhor, além de não haver mais aquela ansiedade adolescente: "será que ele vai ligar? será que gostou de mim?". Muito mais simples!!

margas disse...

Eu com 23 ainda não cheguei lá, mas penso compreender o que dizes! Acho que isso deve-se a não teres pressa de viver as coisas e teres outras coisas tão importantes na tua vida que as saídas à noite ou os "encontros" não são a tua prioridade mas sim um momento fora da rotina para aproveitares. No fundo acho que é tudo uma questão de rotina, a minha rotina aos 23 é sair e por isso não me sabe tão, é para mim normal sair! Enquanto aos 32, com saídas mas escassa mas mais aproveitadas pois são a excepção e não a rotina! ;)

Ana Correia disse...

Tão bom de ler, porque sinto que mais alguém no mundo percebe aquilo porque passei à uns tempos atrás. Além de o sentir porque o vivi, sinto-o nas tuas palavras. Desejo que essa felicidade continue sempre, e que dias e tempos ainda mais felizes estejam para chegar. <3

Este Blogue precisa de um nome disse...

muito melhor. mas a ansiedade continua e já tenho 40:-)

Blog Profissão Mãe disse...

Por isso é que gosto cada vez mais de te ler és tão verdadeira :)

Anónimo disse...


E dar uns beijos em outra pessoa também não será mau, digo eu, assim como não quer a coisa. Porque até os beijos devem ter outro gosto do que aos 20. Lá chegará se não for agora. Aproveite. Goze a vida. Gosto muito de a ler. Ana

Raquel disse...

:-) tão bom ler estas palavras vindas de ti Kiki! :-)
Deve ser mesmo muito bom dar as beijocas nos malandrecos que estão a dormir depois de uma noite assim! :-)
Beijinhos e gosto muito de te ler assim, muito mesmo! :-)

Sandra Silva disse...

Não tenho 32, mas tenho 31 (vai dar quase ao mesmo!) e de facto "procurar" o amor, o companheirismo, a cumplicidade tem outro sabor nesta altura, no meu caso, sem filhos e sem casamento pelo meio, mas mesmo assim diferente. Se com 20 e poucos esperava um príncipe loiro de olhos azuis, montado num lindo cavalo branco, hoje olho mais para o sapo com a esperança que com o primeiro beijo se transforme em príncipe!

uba disse...

Adorei ler! :)

Entre Biberons e Batons disse...

Não somos amigas, mas acredita que ficho feliz por ti. Assim é que é. Como se costuma dizer: para a frente, que atrás vem gente.
Não sei se é bem assim, mas acho que é! ;)

Marisa Luna disse...

Olá linda!
Que bom ler este post...
Que bom saber que, se ficarmos sozinhas (entenda-se sem marido) conseguimos ainda (ou melhor) ter momentos assim...
Numa fase menos feliz do meu casamento, confesso que receie nunca mais conseguir o que aqui falas e isso ajudou nas tentativas de reconciliação. Achava que nunca mais ninguém iria olhar para mim e não queria ficar sozinha para sempre. Foi o deixar de me ralar com isto que me deu força para lutar pelo homem que continuava a amar.
Comigo resultou... com muita gente não. Se calhar é o destino ou a gravidade dos problemas...
Fico muito, mesmo muito feliz por ti.
Se um dia ficar "sozinha", espero lembrar-me logo deste post...
Beijocas

Silvia de Oliveira disse...

E aos 43 anos, nem imaginas ;) como já não esperas nada, acontece tudo! Eu acabei de casar... Beijinhos

Kiki - Família de 3 e 1/2 disse...

Happy! Happy! Happy!

Não imaginam o que gosto de finais felizes e de "ouvir" as vossas histórias!

Um grande beijo e TODA A FELICIDADE DO MUNDO!!!!! :D

Paula disse...

Que bom ler isto!
vidademulheraos40.blogspot.com.