09/02/2012

Então é assim...

Sobre o post em baixo...
Obviamente que nem toda a gente está apta a trabalhar a partir de determinada idade. Mas há muito boa gente que está fantástica para trabalhar e anda a usufruir de reformas e, pior ainda, reformas antecipadas em vez de trabalharem e descontarem. E quem é que está a pagar essas reformas? Somos nós que estamos a trabalhar! 
Qual é o problema aqui? Com a crise e o trabalho cada vez mais precário, as pessoas tendem a ter menos filhos. Menos crianças significam menos pessoas a trabalhar daqui a 20 anos. Menos pessoas a trabalhar significa menos pessoas a pagar impostos e segurança social. Menos dinheiro na segurança social, significa que, quando chegar a nossa vez se ir para a reforma, passear, ver os netos e fazer crochet, não vamos poder ir, por que não vai haver dinheiro. Por isso, sim! Nós vamos trabalhar até morrer!
Isto já para não falar nas pessoas que estão de baixa indevidamente, e nos que vivem do rendimento mínimo e etc e tal! Andamos a sustentar esta malta toda e quando formos nós a precisar, não vai haver!
Se eu estou maluca? Não! Apenas a exprimir a minha opinião. Que é tão válida como qualquer outra. Acho que é para isso que este blog (que ainda por cima é meu) serve!...
Nos países nórdicos, as pessoas descontam mais em impostos e trabalham mais anos, mas também têm baixas de maternidade maiores, abonos de família, reformas melhores, serviços se saúde de primeira e escolas públicas fantásticas. E nós? Continuamos a ver passar navios... O problema cá é que as pessoas só querem o lado bom da moeda. O ideal seria descontar menos, ficar um ano em casa com os bebés e viver as reformas milionárias a partir dos 55. Realmente isso seria o ideal mesmo! Mas enquanto continuarmos com esta mentalidade, vamos continuar a viver no país que vivemos. Com as condições que temos. E com tendência a piorar! 

Quem avisa, teu amigo é!

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15 comentários:

Tânia (Mamã do Santiago) disse...

O pior é que o mal já vem de trás!

Conheço pessoas (familia até) que quando não tinham ferias quando queriam metiam baixa...e aqui existem logo 2 falhas: Os medicos que as passavam (não acredito que passavam só pq sim) e e o facto de não comprovarem as situações!

Eu tb não acho que devemos trabalhar até morrer, mas infelizmente é o que vai ter de acontecer porque não vai haver reformas para nós

Jo disse...

O problema em Portugal é precisamente a mentalidade :) E é tão dificil mudar mentalidades....!

RAINHA MÃE disse...

Eu também concordo que se deve aumentar a idade da reforma. O meu pai tem 68 anos e continua activo e a trabalhar. Já recebe o dinehiro da reforma, mas continua a descontar do ordenado dele. Mas eu já contribui com 3 filhos para a minha reforma (estou a brincar porque já me meti numa discussão acessa aqui na internet sobre este tema. Cada um deve ter os filhos que entender, mas a crise não é desculpa... Nós é que cada vez mais exigimos mais) Beijocas

Maria de Lurdes disse...

Então com este post concordo totalmente e remeto para o comentário que fiz ao teu post de baixo.

E volto a dizer, a malta que não faça uns PPR e junte um bom dinheirinho para a sua própria reforma e vai ver como elas mordem!

Anda o povo a dormir e iludido até às pontas dos cabelos, é o que eu digo...

" Smile disse...

E ainda há os reformados das reformas antecipadas e com outra profissão no activo... E eu conheço tantos assim

Uma injustiça

O estado paga reforma e deixa-os trabalhar e aos outros atribui subsídios de desemprego porque não há trabalho. Enfim

Nini disse...

Concordo plenamente! Se não fosse a conjuntura é claro que a esta altura já teria tido outro filho. Mas depois ponho-me a pensar: eu a recibos verdes o meu marido apesar de estar efetivo hoje em dia não serve de segurança, casa para pagar e tudo, vou adiando! Até um dia que queira e já não possa ter...
E como eu conheço imensos casos que só em última instância ou por acidente "arriscam" o 2º filho!!!
Nós já não vamos ter reformas, e quando nos dizem que temos que ser nós a precaver essa situação (tipo constituição de PPR's e afins) e dinheiro!? A maioria das vezes no fim do salário ainda sobra mês que fará ter para poupar.
Concordo consigo há os que "comem" e os que ficam a ver!
Acima de tudo o resto acho que esta crise é uma crise de valores, já não se distingue muito bem o certo do errado e depois ficamos assim cada vez mais pobres e infelizes!

Só sedas disse...

Mas é que tens toda a razão, só não vê isso quem não quer uma vez que nem é preciso fazer contas, basta a lógica!

Lina Santos disse...

E na Suécia, pelo menos na Suécia, os reformados passam a pagar aquilo que não descontam. Na verdade, é um excelente negócio para o Estado! Muito melhor do que o nosso...

Full-time Mom disse...

Oh Kiki espero que não tenhas levado a mal o que disse no post anterior... É que não me estou mesmo a ver a trabalhar aos 75, nem a mim nem a nenhum colega. Beijinho

Kiki disse...

Não levei nada a mal! :) Vindo de ti, já sei o que a casa gasta! hehehe
Mas com tantos ataques ao posto, achei por bem argumentar mais um pouco!
bjos!

Kiki disse...

post*

Duchess disse...

Kiki, lá porque eu disse que não concordava (e depois esclareci que não concordava em parte e porquê) não quer dizer que não respeite a tua opinião e que não tenha gostado imenso de ver este assunto debatido.

Continuo a achar, e inclusivamente numa lógica parecida com a tua, que nem todas as profissões se prestam a trabalhar até tão tarde.
Não acho de maneira nenhuma que tenhas sido atacada.
Eu trabalho desde os 22 anos e sinceramente também não me estou a ver trabalhar até aos 75. Para além de baixa de maternidade nunca usufruiu de mais baixa nenhuma. As vezes que falto, das pouquíssimas vezes que falto, reponho as faltas. Não posso tirar férias quando quero. Todas ou pelo menos muitas mães que eu conheço juntaram a licença com as férias e eu não o posso fazer. estive a trabalhar durante toda a licença (não de uma forma continuada mas com muito trabalhinho).
E também não espero viver das reformas. Espero daqui a alguns anos, não agora, começar a amealhar algum dinheirinho para tal fim. E só não é desde já porque com 4 não consigo de maneira nenhuma.

trabalhei com pessoas que recebiam o rendimento mínimo e sei que há casos e casos. E realmente há casos desesperantes, de pessoas que fazem vida disso. E outras que preferem ganhar o subsídio de desemprego do que ir trabalhar. Esses casos é que deviam ser revistos.

Beijo grande

Anónimo disse...

E já agora trabalhar até morrermos, não?

Não posso concordar com os seus escritos sobre este assunto, até porque parece não perceber o sistema de segurança social dos outros países mais desenvolvidos...

Normalmente até gosto de a ler.

Bom fim-de-semana!

Kiki disse...

Oh Cristo... Leiam o que eu escrevi! Não me ponham palavras na boca, ok?...

Duchess disse...

Kiki...falem mal ou falem bem mas falem de mim.

Digo-te sinceramente que gosto do poder destas intervenções. Posts que suscitem polémica são muito interessantes. mesmo.